EM BREVE TEREMOS NOVIDADES.
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2 de abr. de 2015

20 Atividades Diárias para Bebês de 1 ano


Existem dias que nós, mamães, estamos sem criatividade para brincar com nossos pequeninos, principalmente nossos bebês na faixa de 1 ano. Pensando nisso, criamos uma listinha com 20 atividades diárias para seus pequeninos.

Quem quiser contribuir com mais sugestões, podemos incluir em outro post. Adoramos as ideias de vocês!

# 1 - Brincar de esconde-esconde



# 2 - Ler livros



# 3 -Organizar brinquedos



















# 4 - Fazer bolinhas de sabão

























# 5 - Desenhar com giz de cera na calçada
 





















# 6 - Construir um forte de almofadas

























# 7 - Brincar com adesivos
# 8 - Cantar uma canção

# 9 - Fazer um piquenique no parque


















# 10 - Colorir
# 11 - Brincar com a bola



 













# 12 - Pintura de dedo


 























# 13 - Fazer uma festa dançante
# 14 - Fazer aula de música
# 15 - Brincar com bichos de pelúcia




# 16 - Ir a biblioteca ou livraria
# 17 - Fazer cookies


























# 18 - Brincar na grama


 

















# 19 - Passear
# 20 - Nadar


Esperamos que tenha gostado da nossa listinha de atividades para bebês de 1 aninho! Em breve mais listinhas para motivar e estimular nossos pequeninos.


* Fotos retiradas do google imagens.

30 de jan. de 2015

Filhos, presente de Deus!



O dia cheio finalmente chega o fim. A jornada acaba de forma forçada, pois há muito ainda a se fazer. Insiro os últimos jobs, apago as luzes e fecho a agência.

Desço o elevador pensando alto em todos os itens que eu teria que dar conta no dia seguinte (reunião, peças, campanhas, entrega de filme, produção de outdoor e spot, orçamentos, mídias, solicitações de última hora, mais reunião...).

Entro no meu carro, mas não saio do lugar. Puta trânsito selvagem. Conseguir passagem é quase uma guerra épica. Enfim entro. Mais 10 metros, um sinal.

Paro e aproveito para olhar as minhas mensagens no whatsapp. Como antídoto para o meu cansaço, escuto uma mensagem de voz enviada pelo meu filho através do celular da babá: "mamãe, você está chegando, mamãaae?". (Adoro quando tem 'mamãe' duas vezes - ou mais - numa mesma frase! Rsrs).

Pensem numa voz linda, linda, liiiiinda, num "mamãe" falado de forma tão rendonda, bem pronunciada; pensem na ênfase dada à entonação do segundo "mamãe"; agora pensem no que representou essa voz pra mim naquele momento de stress.

Dirigindo, ouvindo a vozinha sequenciadas vezes, como num
mantra, a emoção tomou conta de mim. Chorei.

Ouvir a voz do meu filho e saber que ele está me esperando em casa, cheio de amor e saudade, me faz achar que todo dia valeu a pena e que todo resto é menos importante do que eu achava que era minutos atrás; que as minhas chateações para as coisas que não deram certo durante o dia são tão pequenas, comparadas à felicidade de tê-lo à minha espera. Me faz ver que o mais importante está dentro de mim, me pertence, está muito bem acomodado na minha vida. Não está no externo.

Tenho os meus filhos como amuleto e agradeço diariamente a dádiva de tê-los.

Se Deus realmente existe, penso que filho é a melhor representação dele. É a oportunidade que Ele nos dá de crescermos.

Sem saber e sem sentir, o filho orienta a nossa vida. Ele traz muito aprendizado. Ele traz muitas oportunidades para gente ser, a cada dia, uma pessoa melhor. Ele traz oportunidades para amar, para cuidar, para perdoar, para ter mais paciência, mais coragem, mais força, mais generosidade.

Pais são veículos para o nascimento dos filhos e os filhos são meios para o crescimento dos pais.

Filho é com quem a gente se testa, com quem a gente se prova, com que a gente supera os nossos limites, com quem a gente aprende a amar incondicionalmente, com quem a gente erra e com quem a gente se chateia também. É por quem a gente mais fica feliz e mais sofre também, pois nada afeta mais uma mãe (e um pai) do que o filho. Nada nos deixa mais feliz do que um momento feliz com o nosso filho. Nada nos aperta mais o coração que o sofrimento de um filho.

Filho... dizem os espíritas, que é uma escolha que você faz, um pacto. Você escolhe vir para esse mundo de doido e ser veículo, ser meio, para que outras pessoas venham cumprir suas missões, enfim... Os filhos escolhem os pais antes de nascerem e vice-versa. Se for isso mesmo, eu escolhi ser mãe da Rafa e do Rô antes mesmo de decidir engravidar.

É uma relação pre existente. Imagina o quanto isso é forte. Imagina o simbolismo que isso carrega. Imagina o quanto isso é intrínseco, o quanto isso é visceral. O quanto é forte, o quanto mexe com todos os sentidos conscientes e inconsistentes que nos norteiam (ou nos desnorteiam).

Um dos momentos mais marcantes e comoventes da minha vida aconteceu um pouco antes de trocar de país, de retornar ao país, de trocar de estado e dois anos antes de pensar em ter filhos. Uma amiga que jogava tarot me falou: "Eles estão prontos. Seus filhos só estão esperando que você decida a melhor hora". Fiquei perplexa... Eles? Fiquei emocionada... Que honra ser escolhida! Fiquei feliz... Sejam bem-vindos!

Estamos juntos hoje.

Não sei qual será a motivação de vida deles, mas sei que a minha vida ganhou muito mais sentido, razão e ainda mais emoção com a chegada deles.

Fico procurando razões para explicar tamanho grau de envolvimento entre pais e filhos. Talvez seja mesmo algo que transcenda à nossa existência. Essa relação (e o sentimento oriundo dela) jamais conseguirá ser verbalizado na íntegra, racionalizado. É puro amor. É pura essência. É puro mistério.

As palavras não alcançam.

Filho aquece a alma
Incendeia o coração
Explode a emoção
Transborda calor
Filho é astro Rei
Ilumina os nossos sentidos
Burla a nossa razão
E usa como maior trunfo o amor.

Finalmente, chego em casa. Recebo os abraços apertados, os beijos sequenciados e os mais abertos sorrisos esperados por todo um dia.

Bons sentimentos dissipam qualquer ressentimento. Esqueço tudo. Fica apenas o que realmente importa. Somos nós, sem interferências externas. E, nesse momento, somos plenos, capazes, serenos e felizes.

Inútil tentar explicar.
Basta sentir e aproveitar.




16 de jan. de 2015

Vida que segue!


Janeiro é o mês mais especial do ano pra mim. É quando eu comemoro cada ano de vida dos meus filhos e meu como mãe. Tenho que celebrar o dia quando tudo começou. Quando eu peguei Rô e Rafa no colo pela primeira vez, quando vi as carinhas deles, quando eu descobri um sentimento doido de imenso e intenso. Lembro como se fosse hoje, do dia que eu cheguei na maternidade. Ansiosa, com medo do parto, insegura sobre o impacto que aquele dia teria na minha vida. Deitei na maca e fui. Fomos. 

Anestesia ok. Parto divertido, leve. Nunca estive tão feliz e tranquila. Primeiros choros (de muitos! kkk). Dois bebês me sendo apresentados, como charutinhos enrolados. Algum tempo sem filhos, sozinha, na sala de recuperação pós-parto. Fiquei bem, senti a presença do meu pai e descansei. Fui para o quarto e os bebês chegaram em seguida. A ficha caiu: sou responsável pela vida de duas pessoas! Será que eu vou dar conta? Eita... Uma pontinha de desespero me desconcertou. Aquele mal jeito para as primeiras mamadas. Eles e eu no processo de adaptação. E eram tão lindos (continuam sendo! rs) que eu já não conseguia me desgrudar deles.

Ida pra casa. Frio na barriga. Agora somos nós, sem a orientação médica. Noites sem dormir direito, rotina puxada de amamentação. Trabalho que não acabava mais. Amor sem fim. Só por isso, conseguimos. 

Volta ao trabalho, outro aprendizado. Difícil para eles e para mim esse desgarramento. Beeem difícil. Mas a vida tem que aos pouquinhos ir seguindo. Conseguimos vencer essa fase também. 

Desmame. Aff, essa foi a pior pra mim. Me senti rejeitada quando os bebês não quiseram mais o peito. Chorei, chorei. Segurei o choro e entendi que a vida continua seguindo. 

Ida para a escola. Misto de insegurança (será que vão cuidar bem dos meus filhos? Será que eles vão ficar bem?) com orgulho (ok, tudo tá dando certo. Estamos conseguindo!). Cada conquista dos filhos, também é uma conquista dos pais. 

Divórcio. Mudança para Salvador. Insegurança domina. O amor combate. E a vida continua. Segue completamente nova de tudo: novo estado, nova cidade, nova casa, nova escola... Mãe e pai sempre presentes, unidos acima de qualquer rompimento. Conseguimos novamente! 

A vida mudou e continuou sendo bastante generosa conosco. Adaptação total, família grande, muito amor e aconchego. Hoje comemoramos quatro anos de muita aventura! A vida é diferente a cada dia e sempre mostra que esse é o segredo. 

Somos fortes para encarar o novo. Gostamos de desafios. Assumimos riscos para sermos felizes. É a vida que segue. Nova, generosa, nos provocando e nos desafiando o tempo todo. Estamos juntos e isso transforma qualquer desafio em aprendizado. 

Feliz 4 anos!! Só agradeço e peço saúde para continuarmos a nossa deliciosa aventura!! 

(Foto: aniversário de 4 anos da Rafa e do Rô. Ou melhor, da princesa Aurora e do Batman!)



31 de dez. de 2014

2014: um ano de 1.460 dias.

Não fui daquelas que sonhava desde pequena em ser mãe. Não gostava de brincar de boneca. Achava incompreensível a reação melosa das pessoas ao se depararem com um bebê desconhecido. Não tinha vontade, nem jeito para pegar um bebê no colo. Me achava estranha por gostar mais de cachorro do que de gente.

Calma, não me entendam mal. Eu não era nenhuma bruxa que espantava criancinhas... Alto lá! rs A verdade é que eu não sentia aquela quase histeria feminina quando estava diante de um bebê, apenas me encantava com a inocência infantil.

Por 30 anos não esperei pelo momento de ser mãe.

Não sei explicar o que aconteceu quando eu "balzaqueei". Como num
passe de mágica, o mundo se revelou diferente pra mim. Passei a ver bebês em todos os lugares e até a achá-los lindos, muito lindos! Me estranhei.

Veio uma vontade avassaladora e sem precedentes de ser mãe.
Fiquei confusa. Não me reconheci.
Resolvi relaxar e me deixar levar.

É incrível como as coisas acontecem na hora certa. Simplesmente acontecem! Tempos depois, lendo um e-mail que eu mandei para o meu pai quando eu ainda morava em Angola, descobri que eu já tinha planos de engravidar aos trinta. Mas isso eu conto numa outra história rs.

O fato é que tudo deu certo. Muito certo! Como se baixa um santo, a maternidade encarnou em mim de uma hora para a outra. Engravidei em seguida. De gêmeos!

Nove meses para eu me transformar em mãe. Para ter a minha primeira experiência com uma fralda. Para produzir as minhas primeiras gotas de leite. Para gerar dois seres. Para nutrir o maior amor do mundo.

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A encomenda era um texto de final de ano, uma retrospectiva de 2014... rs Desculpe, Bia, minha querida amiga, mas a emoção me levou ao ano de 2010, onde esse ano de 2014 verdadeiramente começou para mim.
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A maternidade me revelou.

Quatro anos se passaram... Parece que foi ontem! Eu ainda olho para os meus filhos admirada e agradecida por tamanha benção.

Meu coração dispara só de olhar para o porta-retrato na sala e os vê-los tão perfeitos, tão saudáveis, tão adoráveis. Parece um sonho! Suspiro e agradeço profundamente por esses quatro anos de amor, plenitude, alegrias e aprendizado.

É muita emoção, é muito sentimento bom junto. Tudo de melhor que há neles, em mim, na vida, somados. Assim termino 2014, relembrando que esse ano teve muito mais que 365 dias.

Em todos eles, vivi muitas descobertas com os meus filhos. Eles agora estão vivenciado a fase das opiniões, reflexões, questionamentos... Se sentem mini-adultos! rs Uma delícia! Ô fase divertida! Sempre acho que estou vivendo a melhor fase. Quer maior presente que o próprio presente? É o momento que podemos fazer, que podemos participar, que podemos contribuir, que podemos usufruir.

Tento aproveitar cada segundo com os meus filhos. Eles estão crescendo rápido demais!  Olho para o presente e me assusto com a velocidade do tempo. Espichados, é cada vez mais pesado carregá-los. Estão crescendo, mas ainda querem colo. E a minha vontade é que essa vontade nunca passe.

Olho pra frente e vejo tanta coisa legal que ainda vamos viver! Cada fase que será melhor que a outra! Tanta coisa para compartilhar, tanto aprendizado, tanto amor para consumir!

Olho para trás e vejo como foi legal tudo que aconteceu. Da forma certa, na hora certa. Agradeço, agradeço, agradeço pelos 1.460 dias de 2014.



22 de dez. de 2014

O Natal Depois de Ter Filhos


Quando eu era criança costumava gostar de Natal. Não sei se pelos presentes, ou se pelas comidas, ou se pelo fato de ser a época que íamos de Jequié para Salvador para passarmos as festas de fim de ano com toda a família. Na véspera de Natal, íamos para casa de meus avós maternos, na Cidade Baixa. Passávamos primeiro lá, pois eles dormiam cedo. Minha avó costumava decorar sua casa com árvore de natal, presépio, e cobria o chão com folhas de pitanga. Uma tradição. Depois íamos passar o Natal com a família do meu pai. Era a época em que toda a família se reunia. O ponto alto dos festejos de fim de ano culminava com o réveillon na casa de meus tios, na Praia da Boa Viagem. Com direito a acompanhar a procissão de Nosso Senhor dos navegantes e tudo. 

Os anos foram se passando, a tradição e a magia desta época continuaram mesmo depois da descoberta de que Papai Noel não existe. Em 1992, fomos morar em Salvador, mas as festas e comemorações familiares desta e de outras épocas continuaram. Uma tradição familiar. Ao longo dos anos, muitos chegaram, outros foram embora, outros partiram. Estes que partiram fazem muita falta.

Falando em tradição familiar, eles resolvem nos deixar em próximo ou durante as festas, como carnaval e fim de ano. Acho que a partir destas perdas, passei a me afastar destas festas. Passei a odiar o natal. Nunca escondi isso. Talvez pelo fato destas pessoas comemorarem tanto natal, ou de se organizarem. Durante anos nem comemorava nem fazia questão. Afinal de contas, se não pararmos para pensar e refletir, o natal passa a ser apenas uma data de consumo e nada mais. Afinal, não devemos ser bonzinhos nesta época apenas e sim o tempo todo. Como já me disseram: ser gente boa é obrigação do ser humano. 

Com minha nova família, tudo passou a ser diferente. Meu marido adora celebrar esta data. Passei a olhar com outros olhos. Voltei a me acostumar com o natal, chegando ao ponto de comprar uma árvore natalina que não tinha aqui em casa. 

Mas o Natal deste ano será bem diferente. Este ano será o nosso primeiro Natal como pais. Como aqui em casa está em obras, as festas acontecerão no sítio, onde as crianças já se encontram por conta das férias e onde já decoramos. 

Com as crianças o Natal passou a ter outro significado. Já os levei para tirar fotos com Papai Noel e tudo que se tem direito. Mesmo sabendo que eles nunca tiveram esta tradição em suas vidas, a partir de agora esta tradição fará parte das nossas vidas. Minha mãe e meu irmão também passarão o Natal conosco. 

Bom é saber que o Natal continua cumprindo sua função de renovar nossos votos e de ser renovar.
Feliz natal!! 

Marcelo Dalcom

3 de dez. de 2014

Dos Ganhos da Vida


Podia me irritar por ter a minha privacidade invadida
Podia me irritar por ter meu descanso interrompido
Podia me irritar por ter o meu calendário alterado

Podia me chatear por ter a minha bolsa vasculhada, por ter meus doces roubados, por ter meu estojo de maquiagem mexido
Podia me preocupar por ter os meus saltos gastos
Podia me zangar por ter que trocar o canal da televisão quando estou assistindo a novela
Podia perder o apetite por comer comida fria

Mas eu adoro

Adoro cair na gargalhada quando olho a boca da minha filha borrada com vermelho do meu batom
Adoro ouvir o salto arrastando pelo corredor e ver a minha filha me olhar com aquela cara de sapeca
Adoro abandonar a novela para rir com o meu filho assistindo o Pernalonga
Adoro transformar tomate cereja em olhos, arroz em cabelo, beterraba em boca e brócolis em nariz no pratinho dos meus filhos enquanto a minha comida esfria
Adoro, após uma noite perdida, acordar às seis da manhã com as crianças me sufocando de beijos
Adoro perder uma balada para montar a árvore de natal com eles e depois ouvi-los dizer pra todo mundo o quanto foi legal aquela noite

Adoro abrir mão e ainda sair no lucro!



1 de dez. de 2014

Os amigos que os filhos trazem!


Ao longo das nossas vidas, as amizades surgem de maneiras distintas, mas precisamos estar disponíveis para que elas acontecem. Os nossos primeiros amigos, normalmente, são nossos irmãos e primos, depois nossos colegas da escola, os filhos dos amigos dos nossos pais, os colegas na faculdade, do trabalho, dos cursos... mas existe uma "categoria" de amigos, que vem com os filhos: os pais dos coleguinhas dos nossos filhos da escola

Desde pequena gostava de fazer amigos e minha filha, felizmente, puxou a mim nesse aspecto, pois faz amigos com facilidade. Com a chegada de Vitória, meio network mudou um pouco e ampliou também. Passou a ser de amigos que tenham filhos e agora, a nova categoria, os pais dos coleguinhas dos nossos filhos. 

Nem sempre as pessoas estão dispostas a construir uma relação de amizade, mas costumo dizer que comigo não tem essa história: EU CONSTRUO POR MIM e POR ELES. Kkkkkkkkkkkk! Brincadeiras a parte, construir amizade leva tempo e não é fácil, mas não tem coisa melhor. Como mãe de uma menininha, ainda filha única, busco oportunizar encontros entre crianças da mesma idade e, felizmente, encontrei algumas boas amizades... nem todas se interessam por estreitar os laços, mas aquelas que permitiram a "nossa chegada" em suas casas e famílias, tem sido muito gratificante. 

É muito importante oportunizar aos filhos que se relacionem com outras crianças e outras pessoas, além do nosso ciclo familiar. Então, sempre que posso, busco criar oportunidades para estreitar essas novas AMIZADES. Gosto de fazer novos amigos e a experiência, fruto das "amizades escolares" de Vitória, tem sido muito gratificante.

Estejam abertos para as pessoas e oportunidades! As boas amizades surgem de onde nós menos esperamos. Obrigada as minhas novas amigas!




26 de nov. de 2014

Chegada!



No dia em que o conselho tutelar nos avisou que tínhamos ganho a guarda provisória foi uma festa. Muita emoção. Achamos melhor irmos no dia seguinte, porque assim poderíamos passar na escola em que eles estavam estudando e pegar a transferência.

A despedida do abrigo foi emocionante e triste ao mesmo tempo. Muitas crianças que estavam lá queriam ter a mesma sorte deles e irem para um lar. Eles vieram com pouquíssimas roupas, daí tivemos de comprar de urgência. Como somos marinheiros de primeira viagem, fomos ao shopping mais próximo de casa e que frequentamos. Conselho: nunca façam isso. Mas não tínhamos outra opção. Não sabíamos as numerações deles. Pagamos caro, mas compramos emergencialmente de toalhas de banho a vestido. Passando por meias, cuecas e calcinhas.

As compras seguintes foram mais tranquilas e bem menos dispendiosas. Risos. A gente aprende. Aprendemos que temos de dividir as roupas de ficar em casa das roupas de sair. E criança gasta muita roupa mesmo. Outra coisa que descobrimos é como roupa infantil é cara.
Queríamos muito saber o porquê. Muitas vezes é mais cara que roupa de adulto.

Os primeiros dias com as crianças em casa foram amistosos. Nem nós sabíamos como tratar direito, nem as crianças sabiam como nos tratar. E começaram a nos chamar de tio, ou pelo nome mesmo. A Maria Eduarda, que tem 5 anos, come de tudo, o Isaías, de 10 anos, que não gosta de tudo.

Nesse início, eles comiam muito e muito rápido. Chegaram a passar mal. Conversamos com eles que não precisavam fazer assim e que comessem o necessário e se quisessem depois poderiam comer. E quando fosse comer, que comessem devagar.

Desde então, ficamos sempre de olho neles com relação à refeição, às comidas fora de hora. Eles não são muito fãs de refrigerantes, adoram suco e frutas, o que tem nos facilitado bastante.

A convivência tem sido bastante divertida, gratificante, enriquecedora e muito mais. Apesar de estarmos juntos há mais ou menos dois meses, parece que eles sempre estiveram em nossas vidas. Sempre.

Marcelo Dalcom






21 de out. de 2014

Para Enfeitar a Vida





Dia cheio. Acordar cedo, levar filhos para a escola, ir para o trabalho, pegar filhos na escola, deixá-los em casa, almoçar com eles :), voltar para o trabalho, ir para o curso de inglês, depois ao supermercado e encontrá-lo fechado (feriado dia dos comerciários), abastecer o carro, parar na loja de conveniência (com padaria) para garantir o café da manhã fresquinho de amanhã. Finalmente, chegar em casa. Exausta. 


Avistar do corredor uma decoração super graciosa feita pelos meus filhos para me recepcionar na porta do meu quarto... Todo o meu cansaço foi embora e eu me comovi. Eles nem sabiam do meu dia difícil, não queriam pedir nada, só queriam me fazer feliz. Chorei de amor. ❤️



Bexigas, fitinhas, (muitas fitinhas! rsrs), adesivos de flores para enfeitar a cordinha de fitas, ligando a porta do quarto à porta do banheiro, um caminho de CDs, DVDs, um peso de porta, um cavalinho de brinquedo e algumas fotos, tudo milimetricamente alinhado abaixo da cordinha de fitas!



É muita fofice, é muito carinho, é a vida mostrando o quão generosa pode ser quando a recíproca é verdadeira. A gente alimenta o carinho e nem pode imaginar que ele retorne com força tão incrível, guiado por mãos tão pequeninas e generosas.



Filhos realmente são surpreendentes! Ser mãe é a tarefa mais corajosa e deliciosa do mundo. Porque em meio a tantas incertezas, a gente continua em frente, o nosso amor não pestaneja. Ele nos guia pela intuição, pela vontade de dar carinho e sempre nos mostra caminhos gratificantes.



A gente faz isso porque nos realiza, nos faz feliz vê-los sorrindo e crescendo saudáveis. É uma projeção da nossa própria felicidade que só quem é mãe vai poder entender a vera. Diferente do que muitos pensam, pra mim, amor de mãe não é sacrifício. É puro prazer. É êxtase. É delírio. É paz. É euforia. É plenitude.



Pensar que somos responsáveis por apresentá-los ao mundo, mostrar os caminhos, ensinar valores para que eles possam discernir os rumos a seguir, dar amor acima de tudo. Isso faz parte do nosso papel de mãe. A gente só não imagina a repercussão que isso gera na cabecinha e no coração das nossas crianças. É a relação de confiança, de cumplicidade, de amor, é o esteio necessário para a criança crescer segura, pra se arriscar e saber que será acolhida no seu retorno.



Não tem um só dia que eu não me surpreenda com as manifestações de amor dos meus filhos. Cada uma delas alimenta ainda mais o meu amor e movimenta a engrenagem dessa relação. Eu me comovo em sentir que o amor que eu recebo é ainda infinitamente maior do que aquele que eu dou. Pois é um retorno tão inocente, generoso, natural, descompromissado, sincero e intenso. É a ideia pura de dar amor e agradecer aqueles que te importam.



Receber o amor dos nossos filhos é o nosso melhor presente! Pensar que os nossos filhos se preocupam com a gente e dedicam o tempo deles só para nos fazer uma linda surpresa, enche o nosso coração e enfeita a nossa vida de amor!!



#filhoétudodebom


3 de out. de 2014

Bingo!


Já tinha duas semanas que eu não escrevia para o Ciranda Contada. Confesso que eu fiquei com saudade! Quando a correria do dia a dia se junta com filho doente, dá nisso... Não sobra espaço para nada mais na cabeça, muito menos tempo para escrever. Mas quando a saudade se junta com o pedido desse querido blog, dá nisso... O texto sai em meia hora :).

Recepção de hospital, horas de espera. Lugar frio, sem nenhuma salinha de brinquedos ou um mísero monitor de TV com alguma programação infantil para entreter a criançada. O que sobra como alívio para o tédio?... O celular! Saaanto celular!

Filmes, jogos, fotos... E um grito:
"- Mamãe, por que você está beijando o papai na boca??"

Hein?!

"- por que você está com esse barrigão, beijando o papai?"

(*álbum de fotos: sete meses de gravidez)

Aquela pergunta assim, feita de maneira tão inesperada, me fez pensar num tantão de coisas. E uma palavra veio certeira: "Bingo!"
Eles entenderam que o pai e a mãe são patrimônio deles, independente de qualquer coisa e acima de tudo.

Fui tomada por um sentimento (imodesto, confesso) de alívio com orgulho. Alívio por saber que a segurança emocional deles quanto à afirmação do pai estava resolvida. Orgulho, por colher os méritos de um caminho árduo. Valeu a pena, sempre valerá, especialmente para eles.

Separação nunca é fácil, ainda que a gente tenha tomado a iniciativa. Com filhos, então, é mais difícil ainda. A separação, inevitavelmente, vem acompanhada de mágoas, ressentimentos, incertezas... E tudo que a gente quer é que isso acabe logo. Mas o "adeus", não será possível. Felizmente.

Não é fácil administrar e passar por cima desses sentimentos, mas é preciso. Porque, independente, do final do casamento, a gente continua sendo pai e mãe (dos mesmos filhos, vale lembrar! rs). Acima de qualquer mágoa, eu só conseguia pensar na importância que os meus pais tiveram (e têm) na minha vida. E entendi que ter um pai presente é tão importante quanto ter uma mãe presente.

Ainda com nó na garganta e o coração fraco, chamei o meu ex-marido para uma conversa. Uma semana após a separação, saímos para jantar e eu disse as palavras mais sinceras e mais duras que já disse em toda a minha vida (e sei que nada que sairá da minha boca até o final dos meus dias terá tanto sentimento quanto aquelas palavras que falei durante o nosso jantar):

"- sei eu que não fui uma esposa muito exigente, mas não espere esse comportamento meu como mãe. Eu não vou poupar você de nada. Eu vou extrair de você até a última gota. Eu vou exigir que você seja o melhor pai que eu sei que você consegue ser para os nossos filhos. Eles merecem isso. E você também merece".

Nós dois alí, assustados e chorando, selamos um acordo para toda vida. Foi o acordo mais difícil e o mais gratificante que já praticamos.

A partir daí, nos empenhamos em passar para as crianças a estabilidade emocional que elas precisavam, a segurança do amor incondicional e o laço forte que sempre nos unirá.

Nunca privei o contato das crianças com o pai, nunca quis assumir nada sozinha; sempre estimulei o convívio diário e a relação de amor e confiança com o pai, sempre falei o quanto o pai deles é legal e se importa com eles.

Sei que adotei um postura diferente da maioria das mães que se separaram. Usar os filhos como moeda de troca, restringir o contato, desqualificar o ex, isentar o pai das obrigações, distanciá-lo da vida dos filhos são, infelizmente, posturas muito comuns; mas são extremamente egoístas e nocivas às crianças. O casamento foi desfeito, mas a relação de pai e mãe deve se manter intacta.

É difícil, como eu sei. Os desentendimentos podem parecer maiores que a boa vontade em fazer a coisa respeitosa. Às vezes dá mesmo vontade de sumir no mundo, levando embora nossos filhos. Muitas vezes é difícil segurar a língua na presença deles. Sei como é complicado parecer que está dependendo do ex-marido para acompanhar o filho no evento da escola. Sei que dá vontade de encher o peito de orgulho e dizer que a gente não precisa do ex pra nada. Ok, é a mais pura verdade. Mas, acontece, que os nossos filhos pre-ci-sam!

Por tanto, é melhor encher o peito de amor e encarar o desafio. Favorecer e estimular uma relação saudável. Delegar responsabilidades ao pai, exigir a presença, passar amor, mostrar segurança. É tudo que os nossos filhos precisam.

Com o tempo, a pergunta chorosa "mamãe, por que o papai não está aqui agora?", será substituída por "mamãe, por que você está beijando o papai?". É quando a certeza vence a insegurança. É quando a relação de pai e filho é mais forte que qualquer papel assinado. É quando não precisa estar casado para cumprir a função. É quando eles entendem que sempre seremos para eles a mesma coisa: pai e mãe. É quando a relação fica imutável. É quando ela vira um patrimônio emocional. Bingo!


7 de set. de 2014

Lego




Antes de ter filhos, visitava a casa de alguns amigos que tinham filhos pequenos e percebia que a casa tinha perdido a sua personalidade e havia sido redecorada pelas crianças. Sempre era a mesma visão: a casa oca, sem nenhuma decoração, móveis espremidos nos cantos da sala e todos os objetos no alto das mais altas prateleiras. Só existia espaço para os diversos brinquedos espalhados pelo chão. Sempre achei lindo brinquedo de criança, mas confesso que aquela visão me passava uma sensação de descontrole e desorganização.


Conversei com algumas pessoas e pensei: os meus filhos vão nascer na minha casa e vão herdá-la do jeitinho que ela é. Pensei que era importante para a segurança emocional deles, perceber que o novo ambiente ao qual estariam inseridos, tinha personalidade e limites. Que a casa era deles, mas que eles tinham que se adaptar a ela. Pequenas mudanças foram feitas com muita atenção para preservar a segurança física das crianças: portas de segurança na escada (para subir e descer) e na cozinha; telas de proteção na casa inteira; proteção de tomadas e outras pequenas coisinhas. Nenhum móvel foi tirado de lugar, nenhum item foi remanejado. A casa inteira sempre esteve à disposição, nenhum inocente item de decoração ficou inacessível. E com a presença constante de adultos, eles foram aprendendo a respeitar a rotina da casa, a tocar nos objetos sem quebrá-los, a devolvê-los quando os tirassem do lugar. Sem neurose, sem stress.


Ficava feliz em ver que a minha vida estava completa e em harmonia. Ficava orgulhosa quando íamos na casa de parentes e amigos e eles não precisam tirar nada do lugar para nos receber; ficava satisfeita quando, naturalmente, as crianças brincavam com os objetos e os devolviam para o lugar certo. Não existia a ânsia de pegar tudo ao mesmo tempo e jogar pra cima, em vez disso, existia a tranquilidade de poder brincar tranquilamente, desde que com o olhar atento (e calmo) de um adulto. Respeitar o ambiente das crianças e fazê-las compreender o nosso. Acho que esse é o ponto.


Adoro brincar com os meus filhos. Fazer bagunça junto é uma delícia, curtimos muito! É chuva de cartas, guerra de travesseiros, cabanas de lençol, esconderijo de almofadas, quebra-cabeças, jogo da memória, massinha, desenhos, pega-pega, esconde-esconde e muito mais. E, depois de toda a estripulia, arrumar tudo é parte necessária da diversão. Educar crianças a serem responsáveis e independentes é dever dos pais. (Fala a verdade, coisa deprimente é ver um marmanjo sem capacidade de levantar a tampa do cesto de roupa suja ou sem conseguir pendurar uma toalha molhada...).


Hoje, ando pela casa e vejo como ela ficou mais bonita, mais colorida, mais feliz. A varanda ganhou status de playground. E, vira e mexe, surge pela casa obras lindas dos artistas mais amados do mundo. Ah, o que seria da minha vida sem algumas pecinhas de lego para enfeitar o meu dia?


21 de jul. de 2014

Os Diferentes Tipos de Mães



O texto (anexo) é lindo. Fala dos diferentes tipos de mãe.

Fiquei pensativa. Comecei a me questionar.

Li os comentários referentes, buscando uma saída.
...
O que eu escreveria?
Que tipo de mãe sou eu?
...
Sempre tive ajuda: babá, (ex) marido, mãe (ficou o primeiro mês comigo em SP). Mesmo com toda ajuda, tinham coisas que não podiam ser delegadas.

Coisas que só a mãe resolve.

É a amamentação que nutre, é a voz que passa segurança, é o cheiro que conforta, é o colo que acalma o choro. É a mãe.

Sempre fiz questão de estar presente em todos os momentos importantes, inclusive nos momentos de dor. Vacinas, furar orelhinha, tirar sangue... Dá licença que é a mamãe que segura. Achava, e acho, importante que eles vejam que estarei sempre ao lado deles, que nos momentos de dor a mamãe sempre estará ali, segurando a mão deles. Que não dá para anular a dor, mas que dá pra passar segurança e conforto. Que sofrer às vezes é necessário, mas é passageiro.

Sei que é difícil tirar um tempinho só pra gente. Ainda mais quando se é mãe de gêmeos. Passava 17 horas ininterruptas numa poltrona de amamentação. Nas outras horas tratava de me cuidar, curtir o marido e... dormir!!

Na maioria das vezes não conseguia dormir mais de duas horas seguidas, mas tentava! Fechava a porta do meu quarto, deixava o leitinho fresco e pedia ajuda: "Marido, babá, por favor, preciso dormir, descansar". Sabia que isso era necessário para me recompor, produzir leite e ter uma relação saudável com os meus filhos.

Sempre encarei que os meus filhos não eram um fardo e sim uma benção. Então, não era pra sofrer e sim pra ser feliz. Depois de uma consulta ao pediatra, onde ele me viu exausta, muito angustiada por não aceitar entrar com o complemento da amamentação, ele me alertou: "aceite ajuda, tente descansar para curtir os seus filhos. Uma mãe estressada, exausta, não irá fazer bem para o filho".

Os meus filhos sempre me trouxeram só felicidade. Me cerquei de cuidados e de ajuda e tratei de relaxar!

Aos 4 meses, mesmo com o coração na mão, voltei a trabalhar. Conseguia voltar para amamentar no almoço, saia mais tarde de casa e mais cedo do trabalho. Uma rotina flexibilizada em função dessa adaptação.

Um mês depois, Rodrigo não quis mais o peito e, mais um mês, foi a vez da Rafa. Isso doeu... Chorei, como nunca tinha chorado. Nunca chorei de desespero, de achar que não ia dar conta. Chegava ao meu limite do cansaço, mas era suportável. Mas o desmame foi arrebatador. Dois dias chorando e culpando a minha vida profissional. Depois vi que era a evolução natural das coisas. Que eles estavam crescendo e já tinham outras necessidades.

Sempre me trabalhei para não ser uma mãe neurótica. Mas culpa sempre esteve ao meu lado. No último mês de gestação, o meu obstetra me falou: "Olivia, sempre que um bebê nasce, vem com ele o sentimento de culpa. Está incluso no pacote, esteja preparada pra isso". É a mais pura verdade!! rs

Me sentia culpada por não estar 100% dedicada a um filho, visto que, ao mesmo tempo, eu tinha outro precisando da mesma atenção. Tinha culpa por trabalhar fora e ficar longe dos meus filhos durante o dia... Posso dizer que sou muito realizada como mãe e como profissional, mas a culpa sempre esteve do meu lado.

Ainda estou aprendendo a lidar com ela. Estou aprendendo que é preciso me dividir e me multiplicar. Adoraria poder levar e buscar os meus filhos todos os dias na escola. Adoraria almoçar diariamente com eles. Adoraria sempre dar banho neles. Mas tenho que reconhecer que não posso, que preciso de ajuda.

Em contrapartida, tomo café da manhã com eles, falamos durante o dia e à noite o meu tempo é nosso. Falamos sobre como foi o dia. Como foi na escolinha, tudo que aconteceu. Trocamos presentes (normalmente, flores rs). Lemos livros, desenhamos, assistimos algum filme, brincamos de Lego, fazemos teatrinho... Escovo os dentes, os ponho na cama, conto estorinhas... Eles dormem e eu sigo feliz.

Não tem felicidade maior que começar e terminar o dia com os meus filhos. O que acontece nesse meio tempo só alimenta a nossa vontade de ficar junto e o nosso repertório de vida. Hoje vejo que é importante também essa separação. Para que eles se desenvolvam em outras comunidades (escola, natação, amiguinhos...) e para que eu me realize profissionalmente. O que eu faço, como eu me comporto, o que eu leio, o que eu digo e o que eu vejo são também heranças, referências importantes, que eu deixo para os meus filhos.

3 anos se passaram nessas linhas acima. Com eles eu vivi muito mais coisa do que nos outros 31 somados. Engravidei, me despedi do meu pai, virei mãe, conheci o amor incondicional, aprendi a conciliar a maternidade com a profissão, me separei, mudei de estado, de casa, de emprego... Aprendi bastante e vejo que esse não é nem o começo.

Tantos desafios bons pela frente. As crianças estão cada dia mais gostosas e eu amo cada vez mais a maternidade! Ela me ensinou que eu tenho que estar bem comigo para estar ainda melhor com os meus filhos. Obrigada, crianças, vocês me ensinam, me alegram e me fazem melhor sempre.

Ah...! Que mãe eu sou?

A que eu consigo ser. Com todo o meu amor e com toda a minha culpa. E com a compreensão de que não precisa ser perfeito para ser ótimo.

http://www.macetesdemae.com/2014/04/carta-de-uma-mae-que-trabalha-fora-para-uma-mae-em-tempo-integral-e-vice-versa.html




12 de jul. de 2014

101 Coisas que você precisa fazer com seus filhos antes que eles cresçam


Esse livro é duplamente especial!! Primeiro porque ele fala de coisas simples que, nós mães, podemos e devemos fazer com nossos pequenos antes que eles cresçam; segundo porque foi escrito por Nanna Pretto, filha de uma grande amiga, Nadya Argolo. Muitas saudades!!!

Utilizaremos as dicas de Nanna em nosso Blog e nossa página do Facebook, pouco a pouco, assim vocês poderão conhecer TODAS as dicas aos poucos. O que acham??

Sinopse - Poderia ser um livro de memórias, brincadeiras ou apenas de fazer rir, talvez seja tudo isso ou somente um livro que sugere, dentre um universo amplo, as 101 coisas que você precisa fazer com seus filhos antes que eles cresçam. Com uma proposta diferente o livro traz um projeto gráfico sensacional que mistura a imagem fotográfica com a criatividade da ilustração complementado com um texto gostoso e, por que não, necessário. Torço para que esse livro estimule a criatividade, aqueça os corações de todos e que gere histórias maravilhosas para, quem sabe, sejam usadas para compor o próximo livro.
Informações
Título - 101 Coisas que vocês precisa fazer com seus filhos antes que eles cresçam
Autor - Nanna Pretto
Editora - Hunter Books
Tema: Maternidade, Filhos, Pais e Filhos,

9 de jun. de 2014

10 Dicas para se fazer respeitar


Sou mãe de primeira viagem e posso garantir que o MAIOR DESAFIO de uma mãe é educar! Ajudar um ser humano a se formar é muito exigente, pois tudo é fruto de nossas experiências e relações vividas. 

Li essa reportagem do site Educar para Crescer, que fala sobre a questão de "se fazer respeitar" e só reafirmo, dentro de mim, o que sinto: "Nós educamos pelo nosso exemplo". Nem sempre a criança vai se espelhar 100% em você, mas ela tenderá a se identificar sim e a partir daí criará sua própria personalidade. 

Eu e meu marido temos personalidades muito fortes, então, naturalmente, minha filha também tem. Vitória completará 5 anos em breve, mas já vivemos alguns momentos de tensão com ele, fruto dessa "personalidade" em construção. É muito exigente saber o que fazer, quando se é mãe de primeira viagem, mas tenho aprendido muito com ela. 

Concordo quando o texto do Educar para Crescer diz que,  "em primeiro lugar, é preciso fazer uma distinção: ter autoridade é bem diferente de ser autoritário". Bem diferente mesmo! Autoritários são aqueles pais que conseguem as coisas por meio da repressão, das brigas e, até pelo uso da violência, seja ela qual for. Ele pode até conseguir que o filho faça o que quer, mas certamente não conseguiu despertar o respeito dele e muito menos educar. Você está, na realidade, "dizendo"  seu filho que para ele conseguir as coisas, ele deve fazer assim, inclusive porque o EXEMPLO vale mais que MIL palavras. 

Por outro lado, os pais que têm autoridade são aqueles que estabelecem diálogos e combinados com os filhos e têm persistência para cobrar que eles sejam cumpridos. É muito importante manter e aplicar as consequências ou perderá credibilidade. 

Vejam algumas dicas dos especialistas para se fazer respeitar:


1. É de pequenino que se torce o pepino

Regras, limites e responsabilidades devem ser dados às crianças desde bem pequenas. "É preciso começar na primeira infância. Quanto mais tarde os pais deixam para começar a aplicar regras e dar limites, mais difícil é conseguir que as crianças obedeçam", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Desde os dois ou três anos as crianças já podem aprender tarefas como guardar seus próprios brinquedos depois de usá-los.

2. Seja amigo, mas não deixe de ser pai ou mãe
Você pode e deve ser amigo de seu filho, ouvir suas confidências, ser companheiro. Mas isso não significa que deve abrir mão de sua autoridade com ele. "Ser pai-amigo é diferente de ser apenas um amigo, alguém que está de igual para igual com a criança, que é um de seus pares. Pai-amigo é aquele que acolhe, mas que coloca limites também", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

3. Não seja autoritário, mas dê limites
"Educar é uma tarefa muito difícil, mas é fácil criar alguém propenso a ser um delinquente: basta ser muito autoritário ou não dar limite nenhum", diz a psicóloga clínica Rosana Augone, que há 27 anos presta serviços e dá palestras em escolas. Ser autoritário é se fazer obedecer por meio de ameaças, gritos ou violência. Isso não educa a criança. "Mas muitos pais, com medo de serem autoritários, acabam fazendo exatamente o contrário: não colocam quaisquer limites. E com isso, permitem que os filhos se tornem os autoritários, os tiranos da história", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

4. Não faça todas as vontades de seu filho
Se fazer respeitar também significa mostrar para o filho que não são só as vontades dele que contam. "Vemos pais que cedem a tudo que os filhos querem: se a família decide sair para comer fora, a escolha do restaurante leva em conta só os desejos das crianças. No carro, só se ouvem as músicas que as crianças ou adolescentes desejam.

Crianças criadas assim tendem a crescer acreditando que só elas têm direitos e estão no comando", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem compreender que dar tudo que a criança deseja não os torna mais "legais" ou melhores pais.

5. Seja firme até na hora da alimentação
A cena é conhecida de muitas mães: ela coloca o prato na mesa e o filho se recusa a comer, chorando, esperneando ou até mostrando ânsia de vômito. A mãe, com receio que o filho fique sem se alimentar, cede à pressão da criança e deixa que ele coma apenas o que deseja. "Também nessas horas os pais devem fazer valer sua autoridade. São os pais que sabem o que é melhor para alimentação da criança e não a criança que deve decidir o que comer. Não quis comer o almoço? Guarde o prato e diga que ela não comerá outra coisa até o jantar. A criança vai ficar com fome? Vai. E da próxima vez não se recusará a comer", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.

6. Não ceda ao choro, birras e manhas
No Shopping Center, a criança pede um brinquedo novo. Os pais dizem que "não". A criança chora, se joga no chão, faz escândalo. "Está bem, pare com isso, vamos comprar", dizem os pais, envergonhados do escândalo público. "Pior que dizer "não" é voltar atrás e dizer "sim" para fazer com que o filho pare de chorar ou de fazer escândalo. Quem faz isso está ensinando que vale a pena fazer birra, chorar e gritar", diz a psicóloga clínica Rosana Augone. 

No processo educativo os pais vão se deparar com freqüência com choro, birras, manhas e escândalos das mais variadas naturezas. Nessas horas é preciso manter a firmeza: "Alguns pais se sentem mal por dizer não à criança quando ela quer alguma coisa. Mas saber dizer "não" é necessário. E mais necessário ainda é manter-se firme em sua decisão", afirma ela.

7. Seja persistente
Para conquistar o respeito de seu filho, é preciso ser persistente na tarefa de educar. "O que não pode é um dia, em que se está disposto, cobrar que o filho faça o que lhe é mandado e no outro, porque o pai está cansado ou não tem tempo, deixar para lá as desobediências ou quebras de regras", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). "Você já falou mil vezes e, ainda assim, todos os dias tem que mandar escovar os dentes? Sim, é seu papel repetir até a criança aprender e incorporar essa tarefa em sua rotina".

8. Saiba como estabelecer punições
Seu filho não arrumou o quarto como você pediu ou deixou de fazer o dever de casa? Estabeleça uma conseqüência, de acordo com a idade da criança. Para os pequenos, não adianta ameaçar dizendo que vai deixar um mês sem televisão se ele não arrumar a cama. "Para as crianças menores, os castigos e punições têm que ser curtos e aplicados na hora. No dia seguinte, ela já esqueceu o que se passou. E é preciso estabelecer punições que possam ser cumpridas. Não ameace aquilo que você não pode ou não vai fazer", orienta Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

9. Resolva conflitos longe da criança
O pai diz que "sim", mas a mãe acha que "não". Se o casal discorda sobre o que fazer diante de um pedido do filho ou de uma regra da casa, conversem reservadamente e longe da criança até chegar em um acordo. "O que não pode acontecer é brigar na frente da criança e um desautorizar o outro", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Se o filho pede algo e um dos pais não está presente, diga à criança para esperar que os dois conversem e mais tarde dê a resposta à criança.

10. Dê o exemplo
Na sua casa criança não pode falar palavrão? Tem que comer salada? Tem que ajudar nas tarefas do lar? Então você precisa dar o exemplo, para mostrar a coerência entre o que você diz e o que você faz. "Autoridade é ensinar o filho a fazer não só o que você diz, mas o que você faz. Os pais são os modelos das crianças", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.





24 de mai. de 2014

Fale menos "nãos" para seus filhos




Fale menos "nãos" para os seus filhos. Deixe eles se arriscarem mais, pois os desafios constróem a autoconfiança, qu...alidade tão importante para a difícil missão da vida. Mas continue falando os "nãos" necessários para educá-los, para mostrar as regras da boa convivência, para ensiná-los como serem prestativos, gentis e para garantir-lhes segurança. Fale os poucos nãos com firmeza e doçura, olhando nos olhos, para ensinar o jeito certo de fazer as coisas.

A função principal dos pais é dar aos filhos muito amor, ensinar valores e formar seres humanos sensíveis e capazes de enfrentar os desafios da vida. Tenho convicção disso, acho muito bonito na escrita, mas na prática, eu, mãe de primeira viagem de gêmeos, sei como é difícil. Pois todas essas lições moram nos inúmeros atos da rotina, como a difícil tarefa de fazer seus filhos obedecerem os todos os seus "nãos" e aceitarem fazer as coisas do seu jeito. Hoje, percebi na prática que a gente nunca será, para os outros, a mãe que pensa ser. Uma babá recém iniciada na minha casa me falou que eu falo poucos nãos. Talvez ela tenha razão. Mas aprendi que eu preciso ser a mãe que os meus filhos precisam que eu seja. Uma mãe para o Rô e outra para a Rafa. Cada um com as suas necessidades. Nunca serei a mãe modelo para ninguém. Gosto da relação que tenho com os meus filhos, embora saiba que, agora perto deles completarem 2 anos, a missão de educar será mais árdua. Não será fácil, ninguém mentiu pra mim; mas com dois ao mesmo tempo, de primeira viagem, o desafio se torna ainda maior. Me sinto feliz, abençoada e posso dizer que me sinto reparada para APRENDER! (Risos) Isso pra mim já é o suficiente, pois não tenho como saber de algo que eu nunca vivi e que (por mais que tentem) não se ensina nos livros. Paciência, muito amor e coração aberto.

Apesar de saber que as situações de conflito entre o querer deles e o meu poder serão afloradas a partir de agora, li a respeito que essa educação da primeira infância, até os 3 anos, é definitiva para estabelecer o padrão de comportamento das crianças. Então é importante a gente se ligar nisso... Ensine os seus filhos a ouvir, a conversar, pois assim terão mais chance de serem sensatos e compreensivos. Dê muito amor sempre, acima de qualquer coisa, pois assim serão mais sensíveis e receptivos ao amor, mais dispostos e sociáveis. Ensine valores, mostre o que é certo e errado, explique o significado das coisas, pois assim, terão mais chance de se tornarem seres humanos corretos, honestos, esclarecidos e de boa índole. Ensine as regras de convivência social, mostre como cumprimentar os outros, como se portar numa mesa, como respeitar o espaço dos outros, isso fará muita importância no futuro. Dê oportunidades aos seus filhos, permita que eles tenham autonomia (ainda que controlada), mostre o quanto eles são capazes de aprender e executar - sair da zona de conforto faz toda a diferença na construção da autoconfiança. Se possível, incentive que eles viajem, vá junto algumas vezes, incentive a leitura, mostre o quanto é importante o conhecimento e a experiência. Estude com eles, aprenda e ensine. Sobretudo, mostre que tudo e todos são fonte de aprendizado; não deixe que eles se guiem pela aparência, as lições da vida dos mais humildes são tão importantes quanto as acadêmicas dos mais letrados. Desenvolva a sensibilidade dos seus filhos para que eles percebam a grandiosidade da vida, pois nós pais não podemos cair na vaidade de querer filhos que apenas obedeçam as nossas ordens, e sim ponderar até que ponto essas "ordens" contribuem para o crescimento deles.


Pai e mãe são autoridades, por isso mesmo, saiba que mais importante que os seus filhos obedeçam, é que eles aprendam. Os pequenos "nãos" (aqueles falados por impulso ou para atender uma expectativa alheia) desobedecidos pelos meus filhos, não me incomodam (talvez incomodem mais aos outros, incluindo a minha novata baba). Eles são tão banais que hoje entendo que, para a própria autonomia e aprendizado deles, deveriam mesmo ser ignorados. Sei que é difícil, mas vou me policiar para não banalizar os "nãos" e mostrar a tamanha importância que eles têm nas nossas vidas, pois ensinar a superar a frustração talvez seja a mais difícil e importante das tarefas desta tão deliciosa jornada de ser mãe.




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