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8 de mar. de 2015

Menina Brilhante


Menina Brilhante é um guia prático para educar filhas com amor e responsabilidade!! Eu, particularmente, gostei MUITO da proposta do livro, pois ele tem a linguagem clara e objetiva, assim como a facilidade de interagir com ele. 

O livro é composto por 14 capítulos, onde teremos a oportunidade de visualizar as diferentes fases do crescimento de nossas filhas e como auxilia-las a passar por cada uma delas. São eles:


Sou uma mãe que trabalha fora, mas que busca estratégias para me manter presente na vida da minha filha. Vim de uma criação onde minha mãe esteve comigo 100%, pois optou dedicar-se aos filhos e a família e, por muito tempo, minha cabeça deu "tilt" porque eu queria fazer o mesmo. Lendo esse livro, só reforcei o meu sentimento atual, é possível educar de forma plena, integral, completa, o que precisamos é de dedicação, paciência e MUITO AMOR!

Em cada capítulo, você encontrará um tema, complementado pelos quadros de: resumo, dicas quentes e laboratório de ação. Muito bacana a proposta do livro, onde é possível visualizar o todo de cada capítulo e, inclusive, com dicas práticas para que os pais consigam alcançar o que foi discutido. 


Para fechar nossa indicação, gostaria de deixar uma reflexão interessante para pais e educadores. Como você pode ajudar sua filha a manter o eu infantil e brincalhão pelo maior tempo possível?

Não deixem de ler e comprar!  

Título - Menina BrilhanteAutor - Ian & Mary Grant
Editora - Fundamento
Sinopse - Menina brilhante é uma obra que vai ajudar pais e mães a tornar a vida com suas filhas mais divertida, a ter mais tempo para acompanhar o crescimento e o desenvolvimento delas, reduzindo as preocupações e os temores que acompanham a educação de meninas. O renomado especialista em criação de filhos Ian Grant e a sua esposa, Mary Grant, usam toda experiência e conhecimento para mostrar aos pais e mães de meninas que é possível manter uma comunicação natural com elas, transmitir valores, dar amor e estabelecer limites, sempre respeitando a natureza especial e única das meninas e adolescentes. Pais amorosos são capazes de ir mais longe e de dar a suas filhas as melhore chances de aproveitar a infância e de, certamente, se tornarem mulheres autossuficientes, seguras e amáveis!


Obs: A Editora Fundamento também possui a versão para meninos, Menino Brilhante








31 de ago. de 2014

O que tem no prato do seu filho?

Como mãe de uma menina de 5 anos, tenho visto MUITOS LIVROS sobre alimentação infantil, contudo um me chamou atenção!! "O que tem no prato do seu filho? Um Guia Prático de Nutrição Infantil para os Pais", da Editora AllesTrade, da autora Elaine Cristina Rocha de Pádua. O interessante é que a autora mostra ser possível, proporcionar uma alimentação mais saudável para as crianças e torna-la um bom hábito infantil  e não mais um dever.

Outro aspectos relevante é a a forma como o livro foi construído!! O sumário é altamente didático, tornando o livro um MANUAL, permanente, para as mamães e papais. Vejam os principais tópicos:

Capítulo 1 - Meu filho virou vegetariano. O que eu faço?
Capítulo 2 - Meu filho tem intestino preso. O que eu faço?
Capítulo 3 - Meu filho não come frutas, verduras e legumes. O que eu faço?
Capítulo 4 - Meu filho não toma café da manhã
Capítulo 5 - Meu filho tem sobrepeso
Capítulo 6 - Meu filho está com anemia. E agora?
Capítulo 7 - Meu filho está com colesterol alto. O que eu faço?
Capítulo 8 - Meu filho é seletivo em relação à comida
Capítulo 9 - A educação alimentar começa em casa
Capítulo 10 - A importância da prática de atividade física para crianças, adolescentes e jovens

Em cada capítulo, além de falar sobre os aspectos pontuados, ainda são apresentadas receitas que possam auxiliar naquela fragilidade. O livre é muito bom!! 

Informações
Título - "O que tem no prato do seu filho? Um Guia Prático de Nutrição Infantil para os Pais"
Autor - Elaine Cristina Rocha de Pádua
Editora - AllesTrade
Tema - Alimentação, Crianças, Hábitos Nutricionais









30 de jun. de 2014

10 Maneiras de Preparar Novas Gerações para a Vida



Quando se pensa em crianças e adolescentes atualmente, as notícias nem sempre são boas. Cresceu o número de atendimentos psicológicos, aumentaram os casos de distúrbios de comportamento e de depressão infantojuvenil... entre outras coisas, poderíamos enumerar várias questões atuais e pertinentes a essa nova geração. O fato é que diante dessa realidade, uma pergunta nos inquieta: como preparar as nossas crianças para viver em um mundo tão complexo?

Existe apenas um caminho: a EDUCAÇÃO. Mas o que as pessoas precisam entender é que não basta confiar seus filhos nas escolas, a educação COMEÇA em suas CASAS. Os pais precisam auxiliar seus filhos a desenvolver, desde cedo, capacidades específicas como consciência e autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Esses são alguns exemplos das chamadas HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS, também conhecidas como competências para o século 21 ou capacidades não cognitivas. 

Essas habilidades nos preparam para quando a vida nos desafia, nos machuca e nos presenteia. O mundo mudou profundamente e uma onda de novas possibilidades já chegou. A maneira de aprender e de ensinar está mudando, o nosso jeito de trabalhar está se transformando e a nossa visão sobre o que é necessário para lidar com a vida está se atualizando.

Veja 10 formas de preparar novas gerações para a vida, segundo a Porvir:

1- Conscientizar adultos e crianças sobre o impacto das emoções em decisões


Infelizmente, os adultos de maneira geral não têm consciência da importância e do impacto que as emoções têm no cotidiano.  Querendo ou não elas interferem nas nossas decisões e influenciam o nosso futuro. Aprender o b-a-ba das emoções é como se alfabetizar para a vida. Conhecer a enorme gama de diferentes sentimentos, dar nome a eles, controlar as emoções e ser capaz de perceber os sentimentos das outras pessoas é a base para todas as relações humanas.

Muitas escolas já trabalham algumas questões emocionais, mas isso acontece sem um objetivo claro e sem necessariamente uma integração com situações da vida real. Campanhas sociais, ações variadas e programas educacionais em escolas públicas e privadas são maneiras de criar essa consciência nas pessoas. Uma iniciativa interessante é desenvolvida na Escola Ananda, em Salvador (BA), onde foi implementada há anos a Iniciação a Consciência (IC), onde as crianças aprendem acerca de questões relevantes aos seus sentimentos e suas relações, ou seja, a busca pelo autoconhecimento.

2- Estimular o brincar


Você sabia que brincar tem um objetivo? Stuart Brown, psiquiatra e fundador do National Institute for Play, se dedica há anos à importância do brincar. Ele estudou o impacto da privação do brincar em criminosos em série e o papel do brincar em diversas espécies animais. 

Conclusão: brincar tem uma função biológica e social de sobrevivência. Os animais predadores brincam de lutar e de observar um ao outro, capacidades fundamentais na hora da caça. As crianças brincam para ensaiar habilidades que serão necessárias na vida adulta. Ao brincar elas exercitam a comunicação e aprendem a diferença entre a brincadeira amigável e o bullying. Além disso, elas usam o corpo, se arriscam, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Essas características desenvolvidas através do brincar são a semente do comportamento inovador tão importante atualmente. Brincar é o berço da inovação. Mais do que nunca, estamos carentes de tempo e espaços para brincar, não só na infância, mas na vida adulta também.

“Brincar desenvolve nossos músculos e habilidades sociais, fertiliza a atividade cerebral, aprofunda e regula as nossas emoções, nos faz perder a noção do tempo e proporciona um estado de equilíbrio.” (Stuart Brown-American Journal of Play)

3- Educar para sustentabilidade


Grandes desafios ambientais estão por vir. Por isso, não basta ensinar as crianças a reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente. Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável. Ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham na sua essência a noção de durabilidade, de aproveitamento de recursos e de resíduos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade e de transparência nas relações. Conceitos como economia circular e consumo consciente devem ser ensinados desde cedo nas escolas.

Um ótimo exemplo é a proposta da Sandal Magna School na Inglaterra. Além de inserir no currículo escolar as noções de sustentabilidade, a escola oferece também um ambiente físico todo planejado de forma sustentável. Ela é considerada uma das escolas com maior eficiência de carbono na Inglaterra e recebeu o prêmio de arquitetura Riba Awards (The Royal Institute of British Architects, em inglês), um dos mais rigorosos e conceituados da Inglaterra.

4 -  Investir na primeira infância


Prevenção e intervenção precoce. Essas são as palavras-chave para evitarmos problemas futuros e formarmos cidadãos saudáveis e capazes de tomar decisões adequadas para a nossa sociedade. Por exemplo, uma criança que é diagnosticada precocemente com um transtorno no desenvolvimento pode ser tratada antes que suas dificuldades se cristalizem. Assim, ela terá muito mais chance de se tornar um adulto produtivo.

É fundamental a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de serviços médicos, psicológicos, educacionais e culturais de qualidade voltados para a primeira infância. Investimentos nesta fase podem gerar uma reação em cadeia que fomenta ganhos econômicos e de capital humano durante todo o ciclo de vida.

5 – Construir cidadania digital


Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidade. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e a trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. É urgente a criação de programas escolares voltados para o uso adequado da tecnologia. Crianças e adolescentes precisam ter consciência dos riscos do universo digital e do impacto das informações publicadas na internet na vida deles.
Além disso, é importante que as novas gerações não só saibam utilizar as novas tecnologias, mas também conheçam a lógica dos computadores. Assim, estaremos formando cidadãos com mais autonomia digital e controle para criar ferramentas adequadas às necessidades do nosso mundo.

Está crescendo o número de iniciativas que incluem o ensino de programação nas escolas para promover a alfabetização digital. Entender como funcionam os computadores transcende a área tecnológica e equipa a compreender o mundo em que estamos vivendo. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas das crianças.
O governo da Inglaterra, por exemplo, decretou que a partir de setembro de 2014 será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a 16 anos.

6 – Repensar o ambiente físico escolar


Que tipo de ambiente escolar favorece o desenvolvimento das habilidades para o século 21? Espaços amplos, versáteis e com móveis modulares estimulam a colaboração e a interação entre os estudantes e professores. Inovadores educacionais não usam mais a palavra “sala de aula” e sim “ambientes de aprendizagem” ou “estúdios de aprendizagem”. A mudança na arquitetura das escolas reflete a transformação do conceito de ensinar e aprender.

A existência de espaços individuais aconchegantes, chamados “caves”, favorecem a concentração nos momentos em que o aluno preferir aprender sozinho. O novo ambiente escolar oferece diversas formas de aprender. Escolas como o Projeto Gente, no Rio de Janeiro, e a New Line Learning Academy, na Inglaterra, incorporaram essas mudanças físicas para atender as novas demandas de aprendizado.

7- Capacitar professores


Professores e educadores no mundo todo estão sendo cada vez mais desafiados. Eles se encontram na linha de frente da educação, tendo de lidar com um cotidiano escolar difícil, cansativo e pouco valorizado. E agora precisam ainda se adaptar às novas tecnologias e usá-las de forma sensata e integrada ao contexto de cada escola. Mais do que nunca, os professores necessitam de programas de capacitação para incorporar as novas práticas no cotidiano escolar.

8 – Informar os adultos sobre a revolução na educação


Ainda há uma falta de informação significativa por parte dos adultos sobre a revolução que está acontecendo na educação ao redor do mundo. Profissionais de diversas áreas, mesmo muito qualificados, muitas vezes nunca ouviram falar nas mudanças pelas quais os sistemas escolares estão passando. Essa situação é preocupante, pois são os adultos que vão contribuir para que essas mudanças se consolidem. Campanhas e ações criativas serão muito bem vindas para informar os adultos sobre as novidades na área da educação.

9 – Proporcionar educação financeira aliada às emoções


Muitas pessoas chegam na vida adulta sem nenhum preparo para se organizar financeiramente. Isto porque faltou um ensino mais estruturado sobre gestão financeira nos anos escolares. Mais ainda, faltou considerar as emoções na hora de lidar com dinheiro. Ensinar uma criança a planejar seus gastos, a ter metas financeiras, a economizar e a ficar longe de dívidas é fundamental. Mas junto com tudo isso é necessário ensiná-la também que sentimentos como empolgação excessiva, ansiedade, preocupação e culpa acompanham e influenciam diretamente cada decisão ligada ao dinheiro. Aprender a controlar esses sentimentos previne inúmeros problemas financeiros ao longo da vida.

10 – Criar programas educacionais com foco nas habilidades sócio emocionais


Muitas escolas já incorporam no seu dia a dia debates sobre empatia, colaboração e criatividade. Porém, ainda não há um foco no desenvolvimento das competências para o século 21. Os protagonistas escolares ainda são as matérias tradicionalmente avaliadas nos testes. O ensino das habilidades socioemocionais deve acontecer de forma integrada ao currículo escolar. Ou seja, os professores podem aproveitar situações do cotidiano para abordar essas capacidades e ao mesmo tempo ensinar conceitos de física, matemática e português. O uso de projetos pode ser muito eficiente para integrar diversos aspectos ao redor de um único tema.

Pesquisas e iniciativas importantes em alguns países já comprovaram que estas habilidades melhoram o aprendizado e se tornam tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais. Os Estados Unidos estão incluindo programas em larga escala que desenvolvem as capacidades não cognitivas nas escolas . Por exemplo, o Institute for Social and Emotional Learning oferece programas para várias escolas ao redor do mundo.

É importante ressaltar que programas como estes precisam nascer a partir das necessidades de alunos e professores. Portanto, a participação deles na criação de novas formas de ensinar e de aprender é essencial.
Precisamos de uma mentalidade aberta para abraçarmos todas estas novidades e possibilidades. E de uma visão crítica para avaliarmos quais opções nos servem melhor. 

Querem conhecer as HABILIDADES PARA VIDA? São elas:
Empatia
Resiliência
Planejamento
Capacidade de Tomar Decisões Adequadas
Criatividade
Colaboração
Determinação
Consciência e Autocontrole das Emoções
Capacidade de Adaptação
Pensamento Crítico
Comunicação
Capacidade de Resolver Problemas e Conflitos

Com o tempo toda esta diversidade de possibilidades de aprender, ensinar e trabalhar serão incorporadas em nosso dia a dia de forma mais natural. E acredito que passados os tempos atuais de mares agitados e de tsunamis sociais, uma nova forma de navegar na vida trará mais serenidade a todos nós. Quer entender mais sobre as competências para o século 21? Veja o infográfico abaixo feito pelo Playground da Inovação, empresa de consultoria de Inovação em Psicologia e Educação.


Obs: Algumas adaptações feitas, mas o texto original é de Fernanda Furta do site Porvir.

9 de jun. de 2014

10 Dicas para se fazer respeitar


Sou mãe de primeira viagem e posso garantir que o MAIOR DESAFIO de uma mãe é educar! Ajudar um ser humano a se formar é muito exigente, pois tudo é fruto de nossas experiências e relações vividas. 

Li essa reportagem do site Educar para Crescer, que fala sobre a questão de "se fazer respeitar" e só reafirmo, dentro de mim, o que sinto: "Nós educamos pelo nosso exemplo". Nem sempre a criança vai se espelhar 100% em você, mas ela tenderá a se identificar sim e a partir daí criará sua própria personalidade. 

Eu e meu marido temos personalidades muito fortes, então, naturalmente, minha filha também tem. Vitória completará 5 anos em breve, mas já vivemos alguns momentos de tensão com ele, fruto dessa "personalidade" em construção. É muito exigente saber o que fazer, quando se é mãe de primeira viagem, mas tenho aprendido muito com ela. 

Concordo quando o texto do Educar para Crescer diz que,  "em primeiro lugar, é preciso fazer uma distinção: ter autoridade é bem diferente de ser autoritário". Bem diferente mesmo! Autoritários são aqueles pais que conseguem as coisas por meio da repressão, das brigas e, até pelo uso da violência, seja ela qual for. Ele pode até conseguir que o filho faça o que quer, mas certamente não conseguiu despertar o respeito dele e muito menos educar. Você está, na realidade, "dizendo"  seu filho que para ele conseguir as coisas, ele deve fazer assim, inclusive porque o EXEMPLO vale mais que MIL palavras. 

Por outro lado, os pais que têm autoridade são aqueles que estabelecem diálogos e combinados com os filhos e têm persistência para cobrar que eles sejam cumpridos. É muito importante manter e aplicar as consequências ou perderá credibilidade. 

Vejam algumas dicas dos especialistas para se fazer respeitar:


1. É de pequenino que se torce o pepino

Regras, limites e responsabilidades devem ser dados às crianças desde bem pequenas. "É preciso começar na primeira infância. Quanto mais tarde os pais deixam para começar a aplicar regras e dar limites, mais difícil é conseguir que as crianças obedeçam", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Desde os dois ou três anos as crianças já podem aprender tarefas como guardar seus próprios brinquedos depois de usá-los.

2. Seja amigo, mas não deixe de ser pai ou mãe
Você pode e deve ser amigo de seu filho, ouvir suas confidências, ser companheiro. Mas isso não significa que deve abrir mão de sua autoridade com ele. "Ser pai-amigo é diferente de ser apenas um amigo, alguém que está de igual para igual com a criança, que é um de seus pares. Pai-amigo é aquele que acolhe, mas que coloca limites também", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

3. Não seja autoritário, mas dê limites
"Educar é uma tarefa muito difícil, mas é fácil criar alguém propenso a ser um delinquente: basta ser muito autoritário ou não dar limite nenhum", diz a psicóloga clínica Rosana Augone, que há 27 anos presta serviços e dá palestras em escolas. Ser autoritário é se fazer obedecer por meio de ameaças, gritos ou violência. Isso não educa a criança. "Mas muitos pais, com medo de serem autoritários, acabam fazendo exatamente o contrário: não colocam quaisquer limites. E com isso, permitem que os filhos se tornem os autoritários, os tiranos da história", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

4. Não faça todas as vontades de seu filho
Se fazer respeitar também significa mostrar para o filho que não são só as vontades dele que contam. "Vemos pais que cedem a tudo que os filhos querem: se a família decide sair para comer fora, a escolha do restaurante leva em conta só os desejos das crianças. No carro, só se ouvem as músicas que as crianças ou adolescentes desejam.

Crianças criadas assim tendem a crescer acreditando que só elas têm direitos e estão no comando", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem compreender que dar tudo que a criança deseja não os torna mais "legais" ou melhores pais.

5. Seja firme até na hora da alimentação
A cena é conhecida de muitas mães: ela coloca o prato na mesa e o filho se recusa a comer, chorando, esperneando ou até mostrando ânsia de vômito. A mãe, com receio que o filho fique sem se alimentar, cede à pressão da criança e deixa que ele coma apenas o que deseja. "Também nessas horas os pais devem fazer valer sua autoridade. São os pais que sabem o que é melhor para alimentação da criança e não a criança que deve decidir o que comer. Não quis comer o almoço? Guarde o prato e diga que ela não comerá outra coisa até o jantar. A criança vai ficar com fome? Vai. E da próxima vez não se recusará a comer", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.

6. Não ceda ao choro, birras e manhas
No Shopping Center, a criança pede um brinquedo novo. Os pais dizem que "não". A criança chora, se joga no chão, faz escândalo. "Está bem, pare com isso, vamos comprar", dizem os pais, envergonhados do escândalo público. "Pior que dizer "não" é voltar atrás e dizer "sim" para fazer com que o filho pare de chorar ou de fazer escândalo. Quem faz isso está ensinando que vale a pena fazer birra, chorar e gritar", diz a psicóloga clínica Rosana Augone. 

No processo educativo os pais vão se deparar com freqüência com choro, birras, manhas e escândalos das mais variadas naturezas. Nessas horas é preciso manter a firmeza: "Alguns pais se sentem mal por dizer não à criança quando ela quer alguma coisa. Mas saber dizer "não" é necessário. E mais necessário ainda é manter-se firme em sua decisão", afirma ela.

7. Seja persistente
Para conquistar o respeito de seu filho, é preciso ser persistente na tarefa de educar. "O que não pode é um dia, em que se está disposto, cobrar que o filho faça o que lhe é mandado e no outro, porque o pai está cansado ou não tem tempo, deixar para lá as desobediências ou quebras de regras", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). "Você já falou mil vezes e, ainda assim, todos os dias tem que mandar escovar os dentes? Sim, é seu papel repetir até a criança aprender e incorporar essa tarefa em sua rotina".

8. Saiba como estabelecer punições
Seu filho não arrumou o quarto como você pediu ou deixou de fazer o dever de casa? Estabeleça uma conseqüência, de acordo com a idade da criança. Para os pequenos, não adianta ameaçar dizendo que vai deixar um mês sem televisão se ele não arrumar a cama. "Para as crianças menores, os castigos e punições têm que ser curtos e aplicados na hora. No dia seguinte, ela já esqueceu o que se passou. E é preciso estabelecer punições que possam ser cumpridas. Não ameace aquilo que você não pode ou não vai fazer", orienta Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

9. Resolva conflitos longe da criança
O pai diz que "sim", mas a mãe acha que "não". Se o casal discorda sobre o que fazer diante de um pedido do filho ou de uma regra da casa, conversem reservadamente e longe da criança até chegar em um acordo. "O que não pode acontecer é brigar na frente da criança e um desautorizar o outro", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Se o filho pede algo e um dos pais não está presente, diga à criança para esperar que os dois conversem e mais tarde dê a resposta à criança.

10. Dê o exemplo
Na sua casa criança não pode falar palavrão? Tem que comer salada? Tem que ajudar nas tarefas do lar? Então você precisa dar o exemplo, para mostrar a coerência entre o que você diz e o que você faz. "Autoridade é ensinar o filho a fazer não só o que você diz, mas o que você faz. Os pais são os modelos das crianças", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.





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