EM BREVE TEREMOS NOVIDADES.
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

2 de out. de 2014

10 Coisas que não devemos dier para as crianças

 


Pediatra lista 10 coisas que não devemos dizer para as crianças. Vale a pena ler, já que isso pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

Veja mais dicas como estas em nosso blog! http://pkids.co/1uj7Fru

(fonte: http://pkids.co/1dgVMHV)

22 de set. de 2014

7 Dicas para Criar um filho responsável


 O quarto do seu filho é uma bagunça sem fim? Ele vive perdendo os materiais escolares ou quebrando seus brinquedos? Não ajuda em nada em casa, nem mesmo a colocar a mesa para o jantar? Se você respondeu "sim" a essas perguntas, então está na hora de refletir sobre a importância de ensinar seu filho a ter responsabilidades. Essa é uma tarefa que compete principalmente aos pais - não deve ser delegada exclusivamente à escola - e que começa bem cedo.

"Por volta dos 2 anos, a criança já começa a ter compreensão suficiente para aprender a cuidar daquilo que é seu. Quando ela termina de brincar, por exemplo, os pais podem ensiná-la aos poucos a guardar seus brinquedos", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Veja a seguir as dicas dos especialistas para que seu filho cresça responsável.

Seja o modelo
Dar responsabilidades para as crianças desde cedo é essencial. Faz parte da educação de valores e de disciplina para a vida, conforme ressalta Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID) e fundadora no Brasil da rede Aliança pela Infância. "As crianças começam imitando os pais nas suas próprias atitudes e formas de cuidar, arrumar, organizar, limpar, cuidar. Por isso é tão essencial o fazer dos pais, antes de dar essas responsabilidades, pois a criança naturalmente irá imitá-los. De início, no seu faz de conta e, depois, na vida real", afirma Adriana.

Peça que todos participem das tarefas do lar
Os cuidados com a casa devem ser responsabilidade de todos da família, mesmo quando essa família conta com a ajuda de uma empregada doméstica. "Cada um na casa deve ter suas tarefas, não pode ficar tudo sob a responsabilidade da mãe ou da empregada", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. Se a criança cresce vendo o que o pai não precisa fazer nada no lar, vai questionar por que ela precisa participar. Da mesma forma, meninos e meninas devem ter as mesmas responsabilidades. Já se foi o tempo em que esta ou aquela tarefa eram determinadas como "trabalho de mulher".

Ensise a seu filho a cuidar do que é ele
Desde bem pequenas, as crianças devem aprender a cuidar de si mesmas e de suas coisas. Depois de brincar, os pais devem orientar os filhos a guardar e organizar seus brinquedos. No começo, devem fazer isso junto com eles e, depois, deixar que façam sozinhos. Mas é importante usar o discurso certo ao fazer a tarefa junto com o filho: "Não diga ‘me ajude a arrumar os seus brinquedos’, porque isso vai mostrar à criança que essa é uma responsabilidade da mãe ou do pai, quando na verdade é dela. O certo é dizer ‘vou ajudar você a guardar seus brinquedos para mostrar como se faz’", diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo.

Mostre que é preciso cuidar do que é de todos
As responsabilidades das crianças não se resumem apenas às coisas que dizem respeito a elas mesmas, mas também aquilo que é de todos, que é coletivo. "O importante é mostrar que na família todos precisam colaborar e revezar as responsabilidades", afirma Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). Portanto, não basta ter seu quarto ou brinquedos arrumados. As crianças também devem participar das tarefas domésticas, como tirar e por a mesa para as refeições, varrer o chão, tirar o lixo, etc.

Saiba quais são as tarefas para cada idade 
Até os 3 anos, você pode ensinar seus filhos a cuidar de seus brinquedos, ajudando-os a guardar e organizar.

> "Dos 3 aos 4 anos - ainda em forma de brincadeira - já dá para começar a ensinar a vestir as próprias roupas, cuidar dos brinquedos e ajudar os adultos na cozinha a pegar objetos que não ofereçam perigo. É importante que o adulto sempre esteja por perto", explica Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID).

> Por volta dos 4 anos, a criança já pode fazer algo sozinha, como trocar a água do cachorro ou recolher o lixo, conforme diz Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo. "Uma sugestão é estabelecer horários para a criança fazer a tarefa, criando assim uma rotina", diz Maria.

> Dos 5 aos 6 anos, seu filho já pode arrumar o próprio quarto e brinquedos, passar pano para tirar o pó, ajudar a por ou tirar a mesa e molhar as plantas.

> Entre os 7 e os 9, você pode ensiná-lo a atender o telefone e anotar recados, orientando-o sobre como falar com quem está do outro lado da linha. Nessa idade pode ainda ajudar a cuidar de irmãos mais novos.

> Com 10 a 12 anos, a criança já pode aprender a lavar roupas e ajudar os adultos a cozinhar, sempre com supervisão e cuidados com a segurança. "Em famílias com crianças de idades diferentes, é comum que os pais queiram nivelar as atividades pela idade do filho menor, para que todos façam as mesmas tarefas e ninguém se sinta prejudicado. Mas isso não está certo. Os filhos mais velhos devem ter mais responsabilidades, de acordo com sua idade", afirma Maria Rocha.

Não faça pelo seu filho o que é tarefa dele
Assim como os pais não devem fazer a lição de casa dos filhos, mas ajudá-los em suas dúvidas, não devem também fazer as tarefas domésticas das crianças quando elas se esquecem ou se recusam a fazê-las. "Fazer a lição de casa ou as tarefas pelo filho só prejudica o processo de desenvolvimento e aprendizagem. Pode ser um caminho mais 'rápido' e, aparentemente fácil para os pais, mas no futuro terá consequências prejudiciais para a autonomia da criança", afirma Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID).

Converse com seu filho e estabeleça regras
Gritar e usar de violência definitivamente não são o caminho para conseguir que seu filho execute as tarefas domésticas e seja responsável. "O diálogo é fundamental tanto para os pais compreenderem porque a criança não realiza o que lhe é solicitado, quanto para a criança saber que sempre poderá ter um canal de conversa com os pais. Gritar ou usar qualquer outra forma de violência ou autoritarismo surtem o efeito contrário e podem tornar a criança revoltada, agressiva ou arredia à realização de quaisquer tarefas", diz Adriana Friedmann, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento (NEPSID). Para Maria Rocha, coordenadora pedagógica do Colégio Ápice, de São Paulo, quando as crianças são bem pequenas, os pais podem dar reforços positivos a cada tarefa executada: "Você pode combinar com a criança de pintar 5 carinhas felizes em uma folha de papel ou caderno quando ela guarda os brinquedos, por exemplo". Para as crianças mais velhas, segundo ela, vale estabelecer as consequências caso as tarefas não sejam cumpridas, como retirar um valor da mesada ou não deixá-las fazer algo de que gostam.

7 de set. de 2014

Lego




Antes de ter filhos, visitava a casa de alguns amigos que tinham filhos pequenos e percebia que a casa tinha perdido a sua personalidade e havia sido redecorada pelas crianças. Sempre era a mesma visão: a casa oca, sem nenhuma decoração, móveis espremidos nos cantos da sala e todos os objetos no alto das mais altas prateleiras. Só existia espaço para os diversos brinquedos espalhados pelo chão. Sempre achei lindo brinquedo de criança, mas confesso que aquela visão me passava uma sensação de descontrole e desorganização.


Conversei com algumas pessoas e pensei: os meus filhos vão nascer na minha casa e vão herdá-la do jeitinho que ela é. Pensei que era importante para a segurança emocional deles, perceber que o novo ambiente ao qual estariam inseridos, tinha personalidade e limites. Que a casa era deles, mas que eles tinham que se adaptar a ela. Pequenas mudanças foram feitas com muita atenção para preservar a segurança física das crianças: portas de segurança na escada (para subir e descer) e na cozinha; telas de proteção na casa inteira; proteção de tomadas e outras pequenas coisinhas. Nenhum móvel foi tirado de lugar, nenhum item foi remanejado. A casa inteira sempre esteve à disposição, nenhum inocente item de decoração ficou inacessível. E com a presença constante de adultos, eles foram aprendendo a respeitar a rotina da casa, a tocar nos objetos sem quebrá-los, a devolvê-los quando os tirassem do lugar. Sem neurose, sem stress.


Ficava feliz em ver que a minha vida estava completa e em harmonia. Ficava orgulhosa quando íamos na casa de parentes e amigos e eles não precisam tirar nada do lugar para nos receber; ficava satisfeita quando, naturalmente, as crianças brincavam com os objetos e os devolviam para o lugar certo. Não existia a ânsia de pegar tudo ao mesmo tempo e jogar pra cima, em vez disso, existia a tranquilidade de poder brincar tranquilamente, desde que com o olhar atento (e calmo) de um adulto. Respeitar o ambiente das crianças e fazê-las compreender o nosso. Acho que esse é o ponto.


Adoro brincar com os meus filhos. Fazer bagunça junto é uma delícia, curtimos muito! É chuva de cartas, guerra de travesseiros, cabanas de lençol, esconderijo de almofadas, quebra-cabeças, jogo da memória, massinha, desenhos, pega-pega, esconde-esconde e muito mais. E, depois de toda a estripulia, arrumar tudo é parte necessária da diversão. Educar crianças a serem responsáveis e independentes é dever dos pais. (Fala a verdade, coisa deprimente é ver um marmanjo sem capacidade de levantar a tampa do cesto de roupa suja ou sem conseguir pendurar uma toalha molhada...).


Hoje, ando pela casa e vejo como ela ficou mais bonita, mais colorida, mais feliz. A varanda ganhou status de playground. E, vira e mexe, surge pela casa obras lindas dos artistas mais amados do mundo. Ah, o que seria da minha vida sem algumas pecinhas de lego para enfeitar o meu dia?


18 de ago. de 2014

Crises de Culpa das Mães



Mil crises. Elas vão e voltam, sempre estão na iminência de acontecer. São as crises de culpa materna. Compartilho com vocês um vídeo que motivou a minha mais recente crise e que, certamente, fará outras mães pensarem no assunto também.

É o relato de um pediatra mostrando a importância da presença dos pais na vida dos filhos. Ele fala como a relação entre pais e filhos mudou "nos tempos modernos", onde a dedicação à vida profissional tem sido maior do que na pessoal. Onde os pais levavam os seus filhos ao pediatra para perguntar se eles estavam bem, para saber da alimentação mais adequada... E, agora, os pais levam os seus filhos ao pediatra apenas quando estão doentes, enfrentando todas as dificuldades para justificar essa liberação no trabalho. Por resistência das empresas ou negligência dos pais, muitas crianças são levadas ao pediatra  pelas babás ou avós.

Faço questão dos meus filhos serem acompanhados por mim e, nos poucos casos que eu realmente não posso acompanha-los, o pai vai. Me desdobro para estar presente em todos os eventos escolares. Tento comparecer aos aniversários dos coleguinhas. Mudei a minha rotina (e a deles), transferindo as crianças para o turno matutino para que eu possa levá-los diariamente para a escola. Mas dificilmente almoço em casa. Apenas uma vez na semana consigo buscá-los na escola. Dois dias na semana tenho curso à noite e não volto pra casa a tempo de colocá-los para dormir. Nas outras três noites da semana, nem sempre chego em tempo de ler as estorinhas. Final de semana, tenho que dividir o tempo deles com o pai. Sobra pouco. Muito pouco tempo com as crianças. Deve ser tão ruim pra mim quanto pra eles esse contato reduzido conosco.

Os encho de amor e carinho. Nunca bati. Raríssimo perder a paciência com eles. Mas não é só isso, o tempo conta. Essa história da qualidade ser mais importante que quantidade é consolo idiota. Como disse o pediatra no vídeo que acionou essa minha crise atual: "experimente dizer ao seu chefe que só irá trabalhar meia hora por dia, mas com muita qualidade. Veja se ele vai gostar."

A criança precisa de presença de pai e de mãe. Mas a carga maior de culpa e exigência recai sobre a mãe. Penso nas poucas horas que passo com eles diariamente e sofro. Penso que também não conseguiria abandonar o meu trabalho e sofro. Penso que a equação não fecha e me desespero. Respiro fundo e tento me acalmar.


Penso no que eu posso fazer para melhorar a situação. Penso em alternativas. Revejo os meus horários e encontro algumas saídas: voltar para almoçar em casa algumas vezes na semana, sair pontualmente do trabalho e finais de semana revezar os dias (sábados e domingos), para que sempre eles possam passar todos os finais de semana com o pai e a mãe. Se para pais casados é difícil encontrar o tempo satisfatório para ficar com os filhos, imagina com pais separados.

E não é só o tempo juntos. É saber os nomes de cada coleguinha da escola e do prédio, é ir na escola e conversar com os professores, é ter convívio com as outras mães (o whatsapp pode ser um importante facilitador!), é saber e debater os acontecimentos diários da vida deles, é educá-los como se portar nas situações da vida, é ensinar valores e princípios, é aculturá-los, é promover experiências, é incentivar o lúdico, é estimular o raciocínio, é trabalhar a coordenação motora, é cuidar da saúde física e emocional. É fazê-los felizes e saudáveis.

O amor é essencial, mas ele precisa ser materializado em atitudes e exemplos. Um "eu te amo" é fundamental e deve ser dito e repetido com a maior frequência possível, mas não é só isso.

E no intervalo entre essa crise e a outra, que certamente virá, eu vivo as alegrias e angústias da melhor e mais difícil função do mundo: ser mãe.

Vejam o vídeo abaixo. Mas, atenção, não me responsabilizo por nenhuma crise de culpa alheia, ok? (risos) Mas entenderei perfeitamente






9 de ago. de 2014

Como ajudar meu filho nos estudos



A psicopedagoga tem o papel fundamental de auxiliar crianças em seu processo de aprendizagem. A profissional conhece a criança, sua família, e monta uma bela parceria com sua escola. Depois disso, conhece o processo de aprendizagem da criança e localiza seus pontos a serem trabalhados. Atua principalmente na retomada da capacidade, retomada da crença da criança de que é capaz. Junto com a família e escola propõe soluções para que as crianças possam superar os obstáculos e aprender com bons e possíveis desafios. Com auto estima sendo retomada e sendo garantida no processo de aprender, a capacidade de aprendizado está disponível e a vontade, a curiosidade perante o novo também. A criança volta a viver seu processo de maneira produtiva e construtiva. 

Nessa parceria, novas posturas, uma boa rotina de estudos, novos caminhos e interesses surgem e a criança é ator principal de sua caminhada. Percebe-se atuante e capaz e isso faz toda a diferença para o aprender. Funciona como que um aprender a aprender. Família, crianças e escolas, todos alinhados em nome desse aprendiz. Em nome da alegria de aprender. Pais, mães e filhos alinhados, parceiros de jornada. É na presença dos pais, no apoio que faz crescer que essa criança crescerá responsável e comprometida. Isso também é aprendido. Crescer faz bem, aprender faz bem e o comprometimento também faz muito bem. Assim, viver a escola passa a ser um processo natural que pede empenho e muita dedicação. Lugar especial, amostra do mundo de gente grande, experiência rica de vida.

21 de jul. de 2014

Os Diferentes Tipos de Mães



O texto (anexo) é lindo. Fala dos diferentes tipos de mãe.

Fiquei pensativa. Comecei a me questionar.

Li os comentários referentes, buscando uma saída.
...
O que eu escreveria?
Que tipo de mãe sou eu?
...
Sempre tive ajuda: babá, (ex) marido, mãe (ficou o primeiro mês comigo em SP). Mesmo com toda ajuda, tinham coisas que não podiam ser delegadas.

Coisas que só a mãe resolve.

É a amamentação que nutre, é a voz que passa segurança, é o cheiro que conforta, é o colo que acalma o choro. É a mãe.

Sempre fiz questão de estar presente em todos os momentos importantes, inclusive nos momentos de dor. Vacinas, furar orelhinha, tirar sangue... Dá licença que é a mamãe que segura. Achava, e acho, importante que eles vejam que estarei sempre ao lado deles, que nos momentos de dor a mamãe sempre estará ali, segurando a mão deles. Que não dá para anular a dor, mas que dá pra passar segurança e conforto. Que sofrer às vezes é necessário, mas é passageiro.

Sei que é difícil tirar um tempinho só pra gente. Ainda mais quando se é mãe de gêmeos. Passava 17 horas ininterruptas numa poltrona de amamentação. Nas outras horas tratava de me cuidar, curtir o marido e... dormir!!

Na maioria das vezes não conseguia dormir mais de duas horas seguidas, mas tentava! Fechava a porta do meu quarto, deixava o leitinho fresco e pedia ajuda: "Marido, babá, por favor, preciso dormir, descansar". Sabia que isso era necessário para me recompor, produzir leite e ter uma relação saudável com os meus filhos.

Sempre encarei que os meus filhos não eram um fardo e sim uma benção. Então, não era pra sofrer e sim pra ser feliz. Depois de uma consulta ao pediatra, onde ele me viu exausta, muito angustiada por não aceitar entrar com o complemento da amamentação, ele me alertou: "aceite ajuda, tente descansar para curtir os seus filhos. Uma mãe estressada, exausta, não irá fazer bem para o filho".

Os meus filhos sempre me trouxeram só felicidade. Me cerquei de cuidados e de ajuda e tratei de relaxar!

Aos 4 meses, mesmo com o coração na mão, voltei a trabalhar. Conseguia voltar para amamentar no almoço, saia mais tarde de casa e mais cedo do trabalho. Uma rotina flexibilizada em função dessa adaptação.

Um mês depois, Rodrigo não quis mais o peito e, mais um mês, foi a vez da Rafa. Isso doeu... Chorei, como nunca tinha chorado. Nunca chorei de desespero, de achar que não ia dar conta. Chegava ao meu limite do cansaço, mas era suportável. Mas o desmame foi arrebatador. Dois dias chorando e culpando a minha vida profissional. Depois vi que era a evolução natural das coisas. Que eles estavam crescendo e já tinham outras necessidades.

Sempre me trabalhei para não ser uma mãe neurótica. Mas culpa sempre esteve ao meu lado. No último mês de gestação, o meu obstetra me falou: "Olivia, sempre que um bebê nasce, vem com ele o sentimento de culpa. Está incluso no pacote, esteja preparada pra isso". É a mais pura verdade!! rs

Me sentia culpada por não estar 100% dedicada a um filho, visto que, ao mesmo tempo, eu tinha outro precisando da mesma atenção. Tinha culpa por trabalhar fora e ficar longe dos meus filhos durante o dia... Posso dizer que sou muito realizada como mãe e como profissional, mas a culpa sempre esteve do meu lado.

Ainda estou aprendendo a lidar com ela. Estou aprendendo que é preciso me dividir e me multiplicar. Adoraria poder levar e buscar os meus filhos todos os dias na escola. Adoraria almoçar diariamente com eles. Adoraria sempre dar banho neles. Mas tenho que reconhecer que não posso, que preciso de ajuda.

Em contrapartida, tomo café da manhã com eles, falamos durante o dia e à noite o meu tempo é nosso. Falamos sobre como foi o dia. Como foi na escolinha, tudo que aconteceu. Trocamos presentes (normalmente, flores rs). Lemos livros, desenhamos, assistimos algum filme, brincamos de Lego, fazemos teatrinho... Escovo os dentes, os ponho na cama, conto estorinhas... Eles dormem e eu sigo feliz.

Não tem felicidade maior que começar e terminar o dia com os meus filhos. O que acontece nesse meio tempo só alimenta a nossa vontade de ficar junto e o nosso repertório de vida. Hoje vejo que é importante também essa separação. Para que eles se desenvolvam em outras comunidades (escola, natação, amiguinhos...) e para que eu me realize profissionalmente. O que eu faço, como eu me comporto, o que eu leio, o que eu digo e o que eu vejo são também heranças, referências importantes, que eu deixo para os meus filhos.

3 anos se passaram nessas linhas acima. Com eles eu vivi muito mais coisa do que nos outros 31 somados. Engravidei, me despedi do meu pai, virei mãe, conheci o amor incondicional, aprendi a conciliar a maternidade com a profissão, me separei, mudei de estado, de casa, de emprego... Aprendi bastante e vejo que esse não é nem o começo.

Tantos desafios bons pela frente. As crianças estão cada dia mais gostosas e eu amo cada vez mais a maternidade! Ela me ensinou que eu tenho que estar bem comigo para estar ainda melhor com os meus filhos. Obrigada, crianças, vocês me ensinam, me alegram e me fazem melhor sempre.

Ah...! Que mãe eu sou?

A que eu consigo ser. Com todo o meu amor e com toda a minha culpa. E com a compreensão de que não precisa ser perfeito para ser ótimo.

http://www.macetesdemae.com/2014/04/carta-de-uma-mae-que-trabalha-fora-para-uma-mae-em-tempo-integral-e-vice-versa.html




5 de jul. de 2014

Ética na Educação dos Filhos


Ética é um conjunto de princípios que refletem normas e valores presentes numa sociedade, disciplinando e orientando o comportamento humano. Com as transformações sociais, as diferenças na forma de viver das gerações são cada vez mais marcantes. No entanto, existem regras de conduta que têm continuidade porque são imprescindíveis ao convívio humano. Assim, uma pessoa só é ética quando se orienta por princípios e convicções que regem a sociedade a qual está incorporada.

A ética não é inata e precisa ser aprendida no processo educativo, a fim de que a pessoa, gradativamente, crie uma natureza moral superando a sua natureza instintiva. Algumas dicas podem ajudar os pais nessa tarefa:

1- Assuma a responsabilidade

Ética se aprende desde o berço e corresponde a uma função inalienável de pai e mãe ou de quem desempenha essas funções na vida da criança. É uma responsabilidade que não se pode transferir, nem mesmo entre pai e mãe, pois cada um desempenha uma função diferente. Seu filho entrará em contato com todos os tipos de princípios, mas os que você transmitiu é que nortearão a vida dele. É bom considerar que a formação do caráter de seu filho está profundamente ligada à ética adquirida desde a infância.

2- Você não pode dar o que não tem

Para ensinar ética a seu filho primeiramente você tem que agir segundos os princípios que deseja transmitir. Lembrando que o ensino não se faz apenas pelo discurso de belas palavras, mas, sobretudo, pela prática. Ensina-se pela forma como se manifesta, pelo comportamento e forma de agir. O ditado popular que diz "faça o que eu falo e não o que eu faço" é totalmente nulo no processo educativo. Bons pais são aqueles que buscam aprimorar-se a cada dia com o objetivo de transmitir bons valores a seus filhos.

3- Imponha limites

Desde cedo à criança precisa entender que não pode fazer tudo o que quer e que precisa considerar sempre os direitos alheios. Não acredite que seu filho saberá distinguir isso quando "estiver crescidinho"; ética se aprende ainda no berço. A disciplina organiza a vida da criança e é muito importante para o seu desenvolvimento, além de ensina-la a lidar com frustrações, leva-a a buscar e criar alternativas diferentes para conseguir o que se deseja. Isso terá um efeito muito positivo no futuro de seu filho para que se torne um adulto que saiba controlar impulsos e emoções; que seja criativo e respeite o outro.

4- Antes de exigir, ensine

Muito cuidado para não exigir perfeição de seu filho, tenha em mente que componentes negativos existem em todo ser humano e precisam ser bem orientados. É importante que seu filho compreenda a necessidade de reconhecer atributos positivos e negativos. Saber que os pais não acertam sempre e desculpam-se quando agem erroneamente é, pois, muito saudável. Observe se o que você está exigindo de seu filho representa o que tem ensinado a ele.


"Não tentes ser bem-sucedido, tenta antes ser um homem de valor". Essa citação de Albert Einstein deve ser um lema ético a ser transmitido aos filhos.

Esse texto é de Suely Buriasco, ela é escritora, educadora e consultora; especialista em MEDIAÇÃO DE CONFLITOS e MEDIAÇÃO CORPORATIVA. Possui dois livros publicados: “Uma fênix em Praga” e “Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois”. 

30 de jun. de 2014

10 Maneiras de Preparar Novas Gerações para a Vida



Quando se pensa em crianças e adolescentes atualmente, as notícias nem sempre são boas. Cresceu o número de atendimentos psicológicos, aumentaram os casos de distúrbios de comportamento e de depressão infantojuvenil... entre outras coisas, poderíamos enumerar várias questões atuais e pertinentes a essa nova geração. O fato é que diante dessa realidade, uma pergunta nos inquieta: como preparar as nossas crianças para viver em um mundo tão complexo?

Existe apenas um caminho: a EDUCAÇÃO. Mas o que as pessoas precisam entender é que não basta confiar seus filhos nas escolas, a educação COMEÇA em suas CASAS. Os pais precisam auxiliar seus filhos a desenvolver, desde cedo, capacidades específicas como consciência e autocontrole das emoções, resiliência, capacidade de resolver problemas, organização e paciência. Esses são alguns exemplos das chamadas HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS, também conhecidas como competências para o século 21 ou capacidades não cognitivas. 

Essas habilidades nos preparam para quando a vida nos desafia, nos machuca e nos presenteia. O mundo mudou profundamente e uma onda de novas possibilidades já chegou. A maneira de aprender e de ensinar está mudando, o nosso jeito de trabalhar está se transformando e a nossa visão sobre o que é necessário para lidar com a vida está se atualizando.

Veja 10 formas de preparar novas gerações para a vida, segundo a Porvir:

1- Conscientizar adultos e crianças sobre o impacto das emoções em decisões


Infelizmente, os adultos de maneira geral não têm consciência da importância e do impacto que as emoções têm no cotidiano.  Querendo ou não elas interferem nas nossas decisões e influenciam o nosso futuro. Aprender o b-a-ba das emoções é como se alfabetizar para a vida. Conhecer a enorme gama de diferentes sentimentos, dar nome a eles, controlar as emoções e ser capaz de perceber os sentimentos das outras pessoas é a base para todas as relações humanas.

Muitas escolas já trabalham algumas questões emocionais, mas isso acontece sem um objetivo claro e sem necessariamente uma integração com situações da vida real. Campanhas sociais, ações variadas e programas educacionais em escolas públicas e privadas são maneiras de criar essa consciência nas pessoas. Uma iniciativa interessante é desenvolvida na Escola Ananda, em Salvador (BA), onde foi implementada há anos a Iniciação a Consciência (IC), onde as crianças aprendem acerca de questões relevantes aos seus sentimentos e suas relações, ou seja, a busca pelo autoconhecimento.

2- Estimular o brincar


Você sabia que brincar tem um objetivo? Stuart Brown, psiquiatra e fundador do National Institute for Play, se dedica há anos à importância do brincar. Ele estudou o impacto da privação do brincar em criminosos em série e o papel do brincar em diversas espécies animais. 

Conclusão: brincar tem uma função biológica e social de sobrevivência. Os animais predadores brincam de lutar e de observar um ao outro, capacidades fundamentais na hora da caça. As crianças brincam para ensaiar habilidades que serão necessárias na vida adulta. Ao brincar elas exercitam a comunicação e aprendem a diferença entre a brincadeira amigável e o bullying. Além disso, elas usam o corpo, se arriscam, resolvem problemas de forma criativa, controlam as emoções e respeitam as regras do jogo. Essas características desenvolvidas através do brincar são a semente do comportamento inovador tão importante atualmente. Brincar é o berço da inovação. Mais do que nunca, estamos carentes de tempo e espaços para brincar, não só na infância, mas na vida adulta também.

“Brincar desenvolve nossos músculos e habilidades sociais, fertiliza a atividade cerebral, aprofunda e regula as nossas emoções, nos faz perder a noção do tempo e proporciona um estado de equilíbrio.” (Stuart Brown-American Journal of Play)

3- Educar para sustentabilidade


Grandes desafios ambientais estão por vir. Por isso, não basta ensinar as crianças a reciclar o lixo, a economizar água e a cuidar do meio ambiente. Tudo isso é muito importante, mas é fundamental ajudá-las a formar uma mentalidade sustentável. Ou seja, uma maneira de ver o mundo em que todas as decisões e atitudes diárias tenham na sua essência a noção de durabilidade, de aproveitamento de recursos e de resíduos, de cooperação entre as pessoas, de senso de comunidade e de transparência nas relações. Conceitos como economia circular e consumo consciente devem ser ensinados desde cedo nas escolas.

Um ótimo exemplo é a proposta da Sandal Magna School na Inglaterra. Além de inserir no currículo escolar as noções de sustentabilidade, a escola oferece também um ambiente físico todo planejado de forma sustentável. Ela é considerada uma das escolas com maior eficiência de carbono na Inglaterra e recebeu o prêmio de arquitetura Riba Awards (The Royal Institute of British Architects, em inglês), um dos mais rigorosos e conceituados da Inglaterra.

4 -  Investir na primeira infância


Prevenção e intervenção precoce. Essas são as palavras-chave para evitarmos problemas futuros e formarmos cidadãos saudáveis e capazes de tomar decisões adequadas para a nossa sociedade. Por exemplo, uma criança que é diagnosticada precocemente com um transtorno no desenvolvimento pode ser tratada antes que suas dificuldades se cristalizem. Assim, ela terá muito mais chance de se tornar um adulto produtivo.

É fundamental a criação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de serviços médicos, psicológicos, educacionais e culturais de qualidade voltados para a primeira infância. Investimentos nesta fase podem gerar uma reação em cadeia que fomenta ganhos econômicos e de capital humano durante todo o ciclo de vida.

5 – Construir cidadania digital


Cultura digital é um direito de todos, mas isso envolve responsabilidade. Portanto, as novas gerações precisam aprender a viver e a trabalhar nessa nova era de maneira ética e segura. É urgente a criação de programas escolares voltados para o uso adequado da tecnologia. Crianças e adolescentes precisam ter consciência dos riscos do universo digital e do impacto das informações publicadas na internet na vida deles.
Além disso, é importante que as novas gerações não só saibam utilizar as novas tecnologias, mas também conheçam a lógica dos computadores. Assim, estaremos formando cidadãos com mais autonomia digital e controle para criar ferramentas adequadas às necessidades do nosso mundo.

Está crescendo o número de iniciativas que incluem o ensino de programação nas escolas para promover a alfabetização digital. Entender como funcionam os computadores transcende a área tecnológica e equipa a compreender o mundo em que estamos vivendo. Com cautela, é possível introduzir o mundo da programação através de uma linguagem lúdica e adequada às capacidades cognitivas das crianças.
O governo da Inglaterra, por exemplo, decretou que a partir de setembro de 2014 será obrigatório o ensino de programação em todas as escolas públicas do país para crianças e adolescentes de 5 a 16 anos.

6 – Repensar o ambiente físico escolar


Que tipo de ambiente escolar favorece o desenvolvimento das habilidades para o século 21? Espaços amplos, versáteis e com móveis modulares estimulam a colaboração e a interação entre os estudantes e professores. Inovadores educacionais não usam mais a palavra “sala de aula” e sim “ambientes de aprendizagem” ou “estúdios de aprendizagem”. A mudança na arquitetura das escolas reflete a transformação do conceito de ensinar e aprender.

A existência de espaços individuais aconchegantes, chamados “caves”, favorecem a concentração nos momentos em que o aluno preferir aprender sozinho. O novo ambiente escolar oferece diversas formas de aprender. Escolas como o Projeto Gente, no Rio de Janeiro, e a New Line Learning Academy, na Inglaterra, incorporaram essas mudanças físicas para atender as novas demandas de aprendizado.

7- Capacitar professores


Professores e educadores no mundo todo estão sendo cada vez mais desafiados. Eles se encontram na linha de frente da educação, tendo de lidar com um cotidiano escolar difícil, cansativo e pouco valorizado. E agora precisam ainda se adaptar às novas tecnologias e usá-las de forma sensata e integrada ao contexto de cada escola. Mais do que nunca, os professores necessitam de programas de capacitação para incorporar as novas práticas no cotidiano escolar.

8 – Informar os adultos sobre a revolução na educação


Ainda há uma falta de informação significativa por parte dos adultos sobre a revolução que está acontecendo na educação ao redor do mundo. Profissionais de diversas áreas, mesmo muito qualificados, muitas vezes nunca ouviram falar nas mudanças pelas quais os sistemas escolares estão passando. Essa situação é preocupante, pois são os adultos que vão contribuir para que essas mudanças se consolidem. Campanhas e ações criativas serão muito bem vindas para informar os adultos sobre as novidades na área da educação.

9 – Proporcionar educação financeira aliada às emoções


Muitas pessoas chegam na vida adulta sem nenhum preparo para se organizar financeiramente. Isto porque faltou um ensino mais estruturado sobre gestão financeira nos anos escolares. Mais ainda, faltou considerar as emoções na hora de lidar com dinheiro. Ensinar uma criança a planejar seus gastos, a ter metas financeiras, a economizar e a ficar longe de dívidas é fundamental. Mas junto com tudo isso é necessário ensiná-la também que sentimentos como empolgação excessiva, ansiedade, preocupação e culpa acompanham e influenciam diretamente cada decisão ligada ao dinheiro. Aprender a controlar esses sentimentos previne inúmeros problemas financeiros ao longo da vida.

10 – Criar programas educacionais com foco nas habilidades sócio emocionais


Muitas escolas já incorporam no seu dia a dia debates sobre empatia, colaboração e criatividade. Porém, ainda não há um foco no desenvolvimento das competências para o século 21. Os protagonistas escolares ainda são as matérias tradicionalmente avaliadas nos testes. O ensino das habilidades socioemocionais deve acontecer de forma integrada ao currículo escolar. Ou seja, os professores podem aproveitar situações do cotidiano para abordar essas capacidades e ao mesmo tempo ensinar conceitos de física, matemática e português. O uso de projetos pode ser muito eficiente para integrar diversos aspectos ao redor de um único tema.

Pesquisas e iniciativas importantes em alguns países já comprovaram que estas habilidades melhoram o aprendizado e se tornam tão importantes quanto o conhecimento das matérias tradicionais. Os Estados Unidos estão incluindo programas em larga escala que desenvolvem as capacidades não cognitivas nas escolas . Por exemplo, o Institute for Social and Emotional Learning oferece programas para várias escolas ao redor do mundo.

É importante ressaltar que programas como estes precisam nascer a partir das necessidades de alunos e professores. Portanto, a participação deles na criação de novas formas de ensinar e de aprender é essencial.
Precisamos de uma mentalidade aberta para abraçarmos todas estas novidades e possibilidades. E de uma visão crítica para avaliarmos quais opções nos servem melhor. 

Querem conhecer as HABILIDADES PARA VIDA? São elas:
Empatia
Resiliência
Planejamento
Capacidade de Tomar Decisões Adequadas
Criatividade
Colaboração
Determinação
Consciência e Autocontrole das Emoções
Capacidade de Adaptação
Pensamento Crítico
Comunicação
Capacidade de Resolver Problemas e Conflitos

Com o tempo toda esta diversidade de possibilidades de aprender, ensinar e trabalhar serão incorporadas em nosso dia a dia de forma mais natural. E acredito que passados os tempos atuais de mares agitados e de tsunamis sociais, uma nova forma de navegar na vida trará mais serenidade a todos nós. Quer entender mais sobre as competências para o século 21? Veja o infográfico abaixo feito pelo Playground da Inovação, empresa de consultoria de Inovação em Psicologia e Educação.


Obs: Algumas adaptações feitas, mas o texto original é de Fernanda Furta do site Porvir.

Eu e a Leitura


Nasci numa grande família, e no meu núcleo familiar, sou a número dois. Tive uma infância e juventude maravilhosa, junto com mais quatro irmãos.

Morávamos em uma antiga casa no bairro da Boa Viagem (Cidade Baixa), e o nosso quintal era o mar. Nas laterais da casa tínhamos horta, galinheiro e lavanderia. Na frente da casa, um jardim onde um enorme Ficcus rendeu muitas brincadeiras.

Sob este Ficcus, havia gangorra de corda de sisal, e uma enorme escorregadeira de madeira, feita por um marceneiro de nome Pofirio. Talvez por ser um nome incomum, jamais esqueci.

“BENDITO AQUELE QUE SEMEIA, LIVROS, LIVROS, À MÃO CHEIA” Castro Alves. Foi isso que meus pais me proporcionaram, “LIVROS, LIVROS ..., tinha de tudo no gabinete de meu pai.

Na infância, a coleção do Reino Infantil, c/ os contos de fadas. As Fabulas de La Fontaine,  A Historia dos Índios Americanos, A vida Tarzan e muitos outros.

Na juventude, tivemos encontros com Machado de Assis, Paulo Setubal, José de Alencar, com a coleção da vida das mulheres celebres e homens ilustres, que concorriam c/ os livros de bolso, onde a espiã Brigitte Monfort, desvendava   mistérios impossíveis p/ a Cia Americana.

As revistas em quadrinho, e os romances de amor da Coleção das Moças  e de Madame Delly, tinham grande aceitação de minha parte.

Além das leituras, tive a oportunidade impar de ouvir muitas estórias e “causos”. Tudo isso narrado pelos mais inusitados contadores.

Primeiramente minha mãe, que enchia meu imaginário, com estórias de sua infância passada  na Fazenda Paty (Conceição de Feira) com suas irmãs, onde eram educadas por uma tia professora.

Muitas outras estórias, ouvi através de discos LPs. Jamais esquecerei as aventuras de: Simbad o marujo,   as peraltices de Pedro Malazartes, o Gato de Botas, dentre outras.

Quando chegaram os filhos, quis muito q/ tivessem a mesma oportunidade e não poupei esforços para isso.
Ao que tudo indica, a ideia de promover a leitura, deu frutos por aqui. Cada um dos filhos do seu jeito, deu o ar da graça. Um escreve trocadilhos, outra escreve poemas, e Bia teve a ideia deste blog, para falar do seu amor pelos livros.


Portanto minha gente, nada de poupar incentivos à leitura. Vamos animar esta geração a descobri as delicias de um bom livro.


16 de jun. de 2014

Sintonia na Educação dos Filhos



Hoje é dia de "Entre na Roda" no Ciranda Contada e assisti um vídeo de Daniela Freixo que me fez refletir MUITO como mãe. Chama-se: "Importância da Sintonia dos Pais no Processo de Criação". Para mim, não existe nada mais exigente do que educar um filho, são duas pessoas diferentes, com um mesmo objetivo: EDUCAR uma CRIANÇA!

Nós, pais, criamos várias expectativas dentro de nossa cabeça de como faríamos ou deixaríamos de fazer acerca da educação de nossos filhos, mas a prática mostra diferente. Segundo Daniela, a primeira grande armadilha é achar que os pais precisam pensar da mesma maneira. Isso é impossível!!!! Afinal, eles vieram de famílias diferentes, histórias diferentes e são pessoas diferentes. Claro que existem afinidades, mas não a ponto de pensarem, 100%, da mesma maneira.

O bacana é que essas diferenças irão preparar as crianças para diversidade, para o novo, para o diferente. Afinal a vida é cheia de diversidades e as crianças começam a perceber isso, dentro de casa, na relação com seus pais e irmãos. O que precisa existir é a "Sintonia na Direção", é alinhar o "Como educaremos nossos filhos?", "Quais caminhos percorremos?"...

Os filhos precisam sentir na relação dos pais esse equilíbrio, pois é super arriscado deixar transparecer essa falta de sintonia. A criança fica perdida e sente-se insegura, gerando consequências. Lembro-me quando criança, tinha uma amiga que sofria muito com a falta de sintonia dos pais, pois eles sempre transferiam a responsabilidade, um para o outro. Por exemplo, quando minha amiga perguntava: "Pai, posso ir para casa de Bia?", o pai responderia: "Você precisa perguntar a sua mãe!", mas quando ela perguntava a mãe, ela respondia: "Seu pai que sabe". Resultado, nada acontecia, nada era resolvido e ela só ficava mais confusa.

Sinto, como mãe, que ainda preciso alinhar algumas direções importantes com meu marido, mas em sua grande maior, conseguimos ter essa sintonia tão necessária. Fica a dica para os pais, AJUSTAR A SINTONIA é extremamente importante e necessário para formação de um ser.

Você já ajustou a direção com seu companheiro (a)?





"Como educar meninas?"





Uma enxurrada de reportagens, livros, blogs e afins pode ser encontrada facilmente com a pretensiosa lição de "como educar meninas". Não sou psicóloga, muito menos pedagoga. Mas, na condição de mãe de um casal, digo, com propriedade, que acho tudo isso uma grande besteira.


Não existem regras e métodos diferentes para cada sexo. Isso é ficar preso ao passado, é querer separar o mundo em gêneros. A questão é: como educar seres humanos, futuros cidadãos. Como educar filhos. E não como educar meninos ou meninas.



Sei, naturalmente, das diferenças naturais dos gêneros. Vejo essas diferenças aflorarem e se desenvolverem à medida que o meu casal de gêmeos cresce. Mas, muito mais que essas diferenças, vejo que ambos têm desejos, vontades, sonhos e necessidades. E tudo isso é maior do que qualquer especificação de gênero.



A educação é a mesma. Ambos têm o direito de aprender e, depois, fazer as suas próprias escolhas.





O filme abaixo é uma tentativa para estimular os pais a não desestimularem as suas filhas. Ele revela que a maioria das meninas se interessam genuinamente por ciência e matemática, mas que pouquíssimas desenvolvem habilidades na área das ciências exatas, em função da educação que, ainda hoje, muitos pais dão para suas filhas, separando o que "deveria" ser coisa de menino e coisa de menina.



Claro que sabemos que ainda vivemos numa sociedade machista, claro que vivenciamos a ditadura da beleza, especialmente para as mulheres, claro que eu também não estou imune a isso. Minha filha usa lacinho no cabelo, o meu filho não. Mas ambos brincam de boneca e jogam futebol. Ambos desenvolvem as suas habilidades e se ajudam. Não existe uma tarefa diferente para cada. E eles serão sempre estimulados a serem interessados, curiosos e confiantes. Pois a felicidade só se alcança em momentos de realização.






9 de jun. de 2014

Porque pai é tão importante quanto mãe



Falo muito em ser mãe. Da mágica, da entrega, da culpa, das dificuldades, do amor descomunal e da intensa realização. Como disse Fiorella Mannoia, cantora italiana, no belo show que assisti ontem no teatro Castro Alves, "toda mulher é um pouco mãe".  Mas será que eu posso dizer a mesma coisa dos homens? Será que a praticidade do homem deixa espaço para a complexidade que é exercer a paternidade? Será que o imediatismo conversa com a paciência?

Tenho lindos exemplos que mostram que a paternidade é sublime também e exercida com muito amor e dedicação. Pais presentes, atenciosos, generosos, carinhosos e conscientes da enorme importância que têm na vida dos seus filhos. Porque ser pai é tão importante quanto ser mãe. Porque cuidar é tão vital quanto parir.

Olho para mim e vejo a tamanha importância que o meu pai teve (tem e sempre terá) na minha vida. Da escolha da profissão, ao gosto literário, passando pela música, culinária, viagens, bom humor e o jeito simples de enxergar a vida, de ver beleza em tudo. Pessoa queridíssima pelos amigos e amor insubstituível na minha vida. Meu pai, minha referência, minha inspiração. Não consigo imaginar a minha vida sem a intervenção dele. Esse post é uma declaração de amor a ele e um reconhecimento a todos os homens que se dedicam com amor e maturidade aos seus filhos.

Nós, mulheres, precisamos aceitar que ser mãe é sublime, mas não substitui o papel do pai. É preciso compreender o espaço que deve ser ocupado pelo pai, é preciso confiar e, às vezes, é preciso até solicitar a presença do pai. É comum as mães assumirem tudo sozinhas e excluírem o pai da intimidade com os filhos. Erro clássico, eu mesma fiz parte dessa estatística. Lembro do drama que eu passei quando o pai dos meus filhos quis viajar sozinho com Rodrigo. De cara, falei não. Ele retrucou, insistiu. Clima de tensão no ar. Pior, a viagem aconteceria no dia seguinte. De supetão, me pegou de surpresa.

Pensar na possibilidade de ficar longe do meu filho, espremia o meu coração até a última gota. 3 noites e 4 dias longe do meu filho era algo muito longe de qualquer possibilidade que eu pudesse suportar. Parece exagero? E quem algum dia ousou dizer que o amor de uma mãe por seu filho era menor que o maior exagero do mundo? Amor de mãe é mais do que exagerado: não tem limites. Sofri, chorei, fiquei insegura, ansiosa... Pirei.

Mas não podia proibir uma iniciativa tão apaixonada (e corajosa) do pai de viajar sozinho com o seu filhinho de apenas um ano e sete meses. Era preciso confiar, dar espaço. A solução foi: intensivão nele e avaliação final. Um dia sem babá, assumindo sozinho todas as tarefas, desde o preparo da papinha até o soninho, passando pelo banho, escovação de dentes e todas recomendações...  Amor, dedicação e confiança. E eu me rendi. Mas não sem resistência - o coração continuava divido com todos os sentimentos confusos dessa primeira separação, mas ao mesmo tempo sabendo que não tinha o direito de furtar essa rica experiência deles.

Malinha pronta e lá fomos nós. A despedida no aeroporto foi típica: mamãe aos prantos e filho indo embora, tranquilão, sem nem olhar pra trás. A viagem foi ótima. Soninho, leite e fralda... A recepção na Bahia foi cheia de carinho e o dia cheio de novidades. Os dois se saíram super bem. Ao final dessa turbulência de sensações, a única palavra que podia expressar o meu sentimento era orgulho. Orgulho do pai que buscou esse desafio. Orgulho do filho que se permitiu vivenciar essa experiência tão nova com toda receptividade. E orgulho (por que não?) da mãe que, apesar da insegurança, fez a escolha certa.

................

A carta abaixo, apesar de não ter sido escrita pelo meu pai, tem a sua caligrafia e o seu sentimento.

Querida filha,

Recentemente sua mãe e eu estávamos procurando por uma resposta no Google.  No meio do caminho de fazer a pergunta, o Google retornou uma lista com as buscas mais comuns no mundo. Empoleirado no topo da lista estava "Como mantê-lo interessado". Isso me assustou. Eu examinei diversos dos incontáveis artigos sobre como ser sexy e sensual, sobre quando trazer para ele uma cerveja versus um sanduíche, e os modos de fazê-lo se sentir inteligente e superior. Aí eu fiquei zangado.

Pequena, não é, nunca foi nem nunca será sua a tarefa "mantê-lo interessado". Filha, sua única tarefa é saber, bem no fundo de sua alma - naquele lugar inabalável que não está sujeito à rejeição, à perda e ao ego - que você vale o interesse... Se você confiar no seu valor dessa maneira, você vai ser atraente no sentido mais importante da palavra: você vai atrair um garoto que é ao mesmo tempo capaz de se interessar e que quer passar sua vida investindo todo o seu interesse em você. Pequena, quero dizer-lhe sobre o menino que não precisa que seu interesse seja mantido, porque ele sabe que você é interessante.

Eu não me importo se ele coloca os cotovelos sobre a mesa de jantar - contanto que ele coloque os olhos na forma como o seu nariz fica espremido quando você sorri. E aí ele não consegue parar de olhar. Eu não me importo se ele não puder jogar um pouco de golfe comigo - contanto que ele possa brincar com as crianças que você der a ele e deleitar-se em todas as formas gloriosas e frustrantes, o fato deles serem como você. Eu não me importo se ele não tiver a carteira cheia - contanto que ele tenha o coração cheio e que este sempre o leve de volta para você. Eu não me importo se ele é forte - contanto que ele lhe dê espaço para exercer a força que está em seu coração. Eu não poderia me importar menos em como ele vota - contanto que ele acorde todas as manhãs e diariamente a eleja para um lugar de honra em sua casa e para um lugar de reverência no coração dele. Eu não me importo com a cor de sua pele - contanto que ele pinte a tela de suas vidas com pinceladas de paciência e sacrifício, vulnerabilidade e ternura. Eu não me importo se ele foi criado nesta religião ou naquela religião ou sem religião -  contanto que ele tenha sido criado para valorizar o sagrado e saber que cada momento da vida, e cada momento da vida com você, é profundamente sagrado.

No final, Pequena, se você tropeçar em um homem como esse, e ele e eu não termos mais nada em comum, teremos a coisa mais importante em comum:

Você.

Porque no final, Pequena, a única coisa que você deve ter que fazer para "mantê-lo interessado" é ser você.

O cara eternamente interessado,

Papai

Crédito: http://drkellyflanagan.com/2013/04/17/a-daddys-letter-to-his-little-girl-about-her-future-husband/







10 Dicas para se fazer respeitar


Sou mãe de primeira viagem e posso garantir que o MAIOR DESAFIO de uma mãe é educar! Ajudar um ser humano a se formar é muito exigente, pois tudo é fruto de nossas experiências e relações vividas. 

Li essa reportagem do site Educar para Crescer, que fala sobre a questão de "se fazer respeitar" e só reafirmo, dentro de mim, o que sinto: "Nós educamos pelo nosso exemplo". Nem sempre a criança vai se espelhar 100% em você, mas ela tenderá a se identificar sim e a partir daí criará sua própria personalidade. 

Eu e meu marido temos personalidades muito fortes, então, naturalmente, minha filha também tem. Vitória completará 5 anos em breve, mas já vivemos alguns momentos de tensão com ele, fruto dessa "personalidade" em construção. É muito exigente saber o que fazer, quando se é mãe de primeira viagem, mas tenho aprendido muito com ela. 

Concordo quando o texto do Educar para Crescer diz que,  "em primeiro lugar, é preciso fazer uma distinção: ter autoridade é bem diferente de ser autoritário". Bem diferente mesmo! Autoritários são aqueles pais que conseguem as coisas por meio da repressão, das brigas e, até pelo uso da violência, seja ela qual for. Ele pode até conseguir que o filho faça o que quer, mas certamente não conseguiu despertar o respeito dele e muito menos educar. Você está, na realidade, "dizendo"  seu filho que para ele conseguir as coisas, ele deve fazer assim, inclusive porque o EXEMPLO vale mais que MIL palavras. 

Por outro lado, os pais que têm autoridade são aqueles que estabelecem diálogos e combinados com os filhos e têm persistência para cobrar que eles sejam cumpridos. É muito importante manter e aplicar as consequências ou perderá credibilidade. 

Vejam algumas dicas dos especialistas para se fazer respeitar:


1. É de pequenino que se torce o pepino

Regras, limites e responsabilidades devem ser dados às crianças desde bem pequenas. "É preciso começar na primeira infância. Quanto mais tarde os pais deixam para começar a aplicar regras e dar limites, mais difícil é conseguir que as crianças obedeçam", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Desde os dois ou três anos as crianças já podem aprender tarefas como guardar seus próprios brinquedos depois de usá-los.

2. Seja amigo, mas não deixe de ser pai ou mãe
Você pode e deve ser amigo de seu filho, ouvir suas confidências, ser companheiro. Mas isso não significa que deve abrir mão de sua autoridade com ele. "Ser pai-amigo é diferente de ser apenas um amigo, alguém que está de igual para igual com a criança, que é um de seus pares. Pai-amigo é aquele que acolhe, mas que coloca limites também", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

3. Não seja autoritário, mas dê limites
"Educar é uma tarefa muito difícil, mas é fácil criar alguém propenso a ser um delinquente: basta ser muito autoritário ou não dar limite nenhum", diz a psicóloga clínica Rosana Augone, que há 27 anos presta serviços e dá palestras em escolas. Ser autoritário é se fazer obedecer por meio de ameaças, gritos ou violência. Isso não educa a criança. "Mas muitos pais, com medo de serem autoritários, acabam fazendo exatamente o contrário: não colocam quaisquer limites. E com isso, permitem que os filhos se tornem os autoritários, os tiranos da história", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

4. Não faça todas as vontades de seu filho
Se fazer respeitar também significa mostrar para o filho que não são só as vontades dele que contam. "Vemos pais que cedem a tudo que os filhos querem: se a família decide sair para comer fora, a escolha do restaurante leva em conta só os desejos das crianças. No carro, só se ouvem as músicas que as crianças ou adolescentes desejam.

Crianças criadas assim tendem a crescer acreditando que só elas têm direitos e estão no comando", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Segundo ela, os pais devem compreender que dar tudo que a criança deseja não os torna mais "legais" ou melhores pais.

5. Seja firme até na hora da alimentação
A cena é conhecida de muitas mães: ela coloca o prato na mesa e o filho se recusa a comer, chorando, esperneando ou até mostrando ânsia de vômito. A mãe, com receio que o filho fique sem se alimentar, cede à pressão da criança e deixa que ele coma apenas o que deseja. "Também nessas horas os pais devem fazer valer sua autoridade. São os pais que sabem o que é melhor para alimentação da criança e não a criança que deve decidir o que comer. Não quis comer o almoço? Guarde o prato e diga que ela não comerá outra coisa até o jantar. A criança vai ficar com fome? Vai. E da próxima vez não se recusará a comer", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.

6. Não ceda ao choro, birras e manhas
No Shopping Center, a criança pede um brinquedo novo. Os pais dizem que "não". A criança chora, se joga no chão, faz escândalo. "Está bem, pare com isso, vamos comprar", dizem os pais, envergonhados do escândalo público. "Pior que dizer "não" é voltar atrás e dizer "sim" para fazer com que o filho pare de chorar ou de fazer escândalo. Quem faz isso está ensinando que vale a pena fazer birra, chorar e gritar", diz a psicóloga clínica Rosana Augone. 

No processo educativo os pais vão se deparar com freqüência com choro, birras, manhas e escândalos das mais variadas naturezas. Nessas horas é preciso manter a firmeza: "Alguns pais se sentem mal por dizer não à criança quando ela quer alguma coisa. Mas saber dizer "não" é necessário. E mais necessário ainda é manter-se firme em sua decisão", afirma ela.

7. Seja persistente
Para conquistar o respeito de seu filho, é preciso ser persistente na tarefa de educar. "O que não pode é um dia, em que se está disposto, cobrar que o filho faça o que lhe é mandado e no outro, porque o pai está cansado ou não tem tempo, deixar para lá as desobediências ou quebras de regras", diz Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). "Você já falou mil vezes e, ainda assim, todos os dias tem que mandar escovar os dentes? Sim, é seu papel repetir até a criança aprender e incorporar essa tarefa em sua rotina".

8. Saiba como estabelecer punições
Seu filho não arrumou o quarto como você pediu ou deixou de fazer o dever de casa? Estabeleça uma conseqüência, de acordo com a idade da criança. Para os pequenos, não adianta ameaçar dizendo que vai deixar um mês sem televisão se ele não arrumar a cama. "Para as crianças menores, os castigos e punições têm que ser curtos e aplicados na hora. No dia seguinte, ela já esqueceu o que se passou. E é preciso estabelecer punições que possam ser cumpridas. Não ameace aquilo que você não pode ou não vai fazer", orienta Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).

9. Resolva conflitos longe da criança
O pai diz que "sim", mas a mãe acha que "não". Se o casal discorda sobre o que fazer diante de um pedido do filho ou de uma regra da casa, conversem reservadamente e longe da criança até chegar em um acordo. "O que não pode acontecer é brigar na frente da criança e um desautorizar o outro", afirma Quezia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp). Se o filho pede algo e um dos pais não está presente, diga à criança para esperar que os dois conversem e mais tarde dê a resposta à criança.

10. Dê o exemplo
Na sua casa criança não pode falar palavrão? Tem que comer salada? Tem que ajudar nas tarefas do lar? Então você precisa dar o exemplo, para mostrar a coerência entre o que você diz e o que você faz. "Autoridade é ensinar o filho a fazer não só o que você diz, mas o que você faz. Os pais são os modelos das crianças", diz a psicóloga clínica Rosana Augone.





Parceiros

Ciranda Contada - Copyright © 2014 - Todos os Direitos Reservados