EM BREVE TEREMOS NOVIDADES.
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2 de out. de 2014

Mutirão Revitalização do Museu For The Children


Neste sábado (04/10) a partir das 8h o Museu For The Children fará um multirão com voluntários para pequenos reparos no espaço. Serão pintadas paredes e janelas, área externa e um pouco da parte interna. Quem quiser ajudar, pode aparecer pra mão-de-obra, podem levar mudinhas e sementes para plantar.

Quem levar mudas de Marigolds (cravos de defunto), a criança terá um desconto de R$10 no valor da entrada que é de R$ 30.

Informações
Multirão para revitalização do Museu For The Children
Quando: 04/10 (sábado)
Horário: a partir das 8h
Onde: Rua do Mangalô, s/n, Colina A – Patamares (atrás do Colégio Anglo-Brasileiro). Telefone de Contato:. 3367-0790
Valor: R$ 30 por criança (Adultos não pagam). Levando muda de cravo de defunto, R$20.

7 de set. de 2014

Lego




Antes de ter filhos, visitava a casa de alguns amigos que tinham filhos pequenos e percebia que a casa tinha perdido a sua personalidade e havia sido redecorada pelas crianças. Sempre era a mesma visão: a casa oca, sem nenhuma decoração, móveis espremidos nos cantos da sala e todos os objetos no alto das mais altas prateleiras. Só existia espaço para os diversos brinquedos espalhados pelo chão. Sempre achei lindo brinquedo de criança, mas confesso que aquela visão me passava uma sensação de descontrole e desorganização.


Conversei com algumas pessoas e pensei: os meus filhos vão nascer na minha casa e vão herdá-la do jeitinho que ela é. Pensei que era importante para a segurança emocional deles, perceber que o novo ambiente ao qual estariam inseridos, tinha personalidade e limites. Que a casa era deles, mas que eles tinham que se adaptar a ela. Pequenas mudanças foram feitas com muita atenção para preservar a segurança física das crianças: portas de segurança na escada (para subir e descer) e na cozinha; telas de proteção na casa inteira; proteção de tomadas e outras pequenas coisinhas. Nenhum móvel foi tirado de lugar, nenhum item foi remanejado. A casa inteira sempre esteve à disposição, nenhum inocente item de decoração ficou inacessível. E com a presença constante de adultos, eles foram aprendendo a respeitar a rotina da casa, a tocar nos objetos sem quebrá-los, a devolvê-los quando os tirassem do lugar. Sem neurose, sem stress.


Ficava feliz em ver que a minha vida estava completa e em harmonia. Ficava orgulhosa quando íamos na casa de parentes e amigos e eles não precisam tirar nada do lugar para nos receber; ficava satisfeita quando, naturalmente, as crianças brincavam com os objetos e os devolviam para o lugar certo. Não existia a ânsia de pegar tudo ao mesmo tempo e jogar pra cima, em vez disso, existia a tranquilidade de poder brincar tranquilamente, desde que com o olhar atento (e calmo) de um adulto. Respeitar o ambiente das crianças e fazê-las compreender o nosso. Acho que esse é o ponto.


Adoro brincar com os meus filhos. Fazer bagunça junto é uma delícia, curtimos muito! É chuva de cartas, guerra de travesseiros, cabanas de lençol, esconderijo de almofadas, quebra-cabeças, jogo da memória, massinha, desenhos, pega-pega, esconde-esconde e muito mais. E, depois de toda a estripulia, arrumar tudo é parte necessária da diversão. Educar crianças a serem responsáveis e independentes é dever dos pais. (Fala a verdade, coisa deprimente é ver um marmanjo sem capacidade de levantar a tampa do cesto de roupa suja ou sem conseguir pendurar uma toalha molhada...).


Hoje, ando pela casa e vejo como ela ficou mais bonita, mais colorida, mais feliz. A varanda ganhou status de playground. E, vira e mexe, surge pela casa obras lindas dos artistas mais amados do mundo. Ah, o que seria da minha vida sem algumas pecinhas de lego para enfeitar o meu dia?


2 de jun. de 2014

Como lidar com a frustração!



Eu percebo que a maneira com qual as pessoas lidam com as frustrações é o que, na prática, as diferencia. É escolher sofrer, amargurar ou processar e partir pra outra. 

Essa maturidade emocional define comportamentos: alimentar sofrimento, se vitimizar, não aceitar a frustração ou tomar alguma atitude para reverter esse desconforto, aceitando a frustração. É não gostar de sofrer, é cuidar de si mesmo, é não perder tempo se autodestruindo, é aprender a lidar com as emoções. E esse aprendizado determina muitas relações. 

Ele impacta diretamente na sua postura perante às pessoas e às dificuldades. Tenho reparado como a maioria das pessoas lidam com as frustrações, como elas potencializam os problemas, a quilometragem que elas dão às  situações de conflito. Não se conformam, não desapegam. Lutam, sofrida e freneticamente, para terem o final desejado por elas. São adultos mimados. São adultos que ainda não aprenderam a lidar com a frustração. 

E como sofrem com isso! Sou muito prática com os meus problemas. Procuro não fazê-los render muito e os resolvo na minha cabeça, independente se está resolvido na cabeça do outro. Sorry, não posso me responsabilizar pelo pensamento alheio. É egoísmo? Pode ser, mas não acho negativo e nem descaso. 

Acontece que já é uma luta resolver as nossas próprias neuroses, imagina se apropriar das neuroses dos outros? Deus me livre. Aprender a lidar com a frustração é uma lição que deve ser aprendida ainda na infância, embora a graduação só aconteça ao longo da vida.

Aproveito para indicar um texto muito bom sobre o tema: http://migre.me/jxRw1


20 de mai. de 2014

A Bota do Bode


Quando fui alfabetizada, lembro que o metodo era trabalhar com as familias: "Ta-Te-Ti-To-Tu", "Pa-Pe-Pi-Po-Pu", "Ba-Be-Bi-Bo-Bu"... alguém lembra?? Eu era fascinada pela possibilidade de gerar novas palavras entre as famílias: PATA, BOTA, PATO, TATU... Enfim, quando comecei a ler para Vitória, "A Bota do Bode", percebi como a leitura nos alimenta de formas diferentes.

Esse livro foi parte da minha infância e as "marcas" deixadas são as excelentes lembranças, da escola, da família, daquele época. Um livro simples, mas que as crianças adoram, justamente, pela sua praticidade. Divirtam-se!


Informações
Título - A Bota do Bode
Autores - Mary França e Eliardo França
Editora - Ática
Coleção - Gato e Rato

17 de mai. de 2014

Ser Mãe é Divino!

Quando a Bia me convidou para fazer parte desse projeto, como colunista de um canal sobre o universo da maternidade e da infância, eu fiquei muito feliz e envaidecida. Olha que delícia participar de um projeto tão especial com uma amiga queridíssima para compartilhar ideias e pensamentos sobre o que mais me dá prazer na vida! Já começou dando certo!! Falar sobre maternidade pra mim é algo mágico, sublime. É a minha fonte inesgotável de bons sentimentos infinitos. Filhos são presentes da vida. Eles nos ensinam muito mais do que uma vida inteira é capaz de oferecer, porque trilhamos mais de uma vida juntos. Eles são instrumentos para o constante exercício do amor, da generosidade, da gratidão, da inteligência e da paciência. Eles nos multiplicam e nos fazem superar todos os limites. Sim, é muita coisa! Não é um processo fácil e nem para ser vivido superficial ou parcialmente. É para ser consumido inteiramente, dia após dia, em cada segundo das nossas vidas. É uma trajetória de entrega, dificuldades, medos, aflição, satisfação, orgulho e amor sem precedentes. O amor de uma mãe pelo seu filho é algo inexplicável. Só de pensar em traduzi-lo, imediatamente, o meu sentimento se converte em lágrimas, pois ele transborda para além das palavras. Ele transforma a minha própria identidade. Hoje eu não sou ‘apenas’ a Olivia Berni. O meu sobrenome ganhou importantes complementos. Hoje eu sou Olivia Berni, a mãe dos gêmeos Rafaela e Rodrigo. Com muito orgulho, prazer!

Ser mãe é um exercício desafiante. De primeira viagem, com gêmeos, pode parecer assustador! No início, eu pensava, “será que eu vou dar conta?” Sofria com a culpa de ter que dividir a atenção entre os dois, até que eu descobri que eu posso me multiplicar! É mágica de mãe, simples assim. Num ato institivo, chegava a dar vontade de colocar os dois de volta na barriga; assim teria a certeza que estariam 100% envolvidos com amor, comida na dose certa e aconchego na temperatura ideal. No more cólicas, no more nariz entupido por causa do ar seco e poluído, no more efeitos colaterais das vacinas... A sensação plena de segurança e amor que só o útero materno pode oferecer. Mas... e cadê os rostinhos lindos? Cadê aquele olharzinho apaixonado quando vê a mamãe? Cadê aquele sorriso que derrete nossos corações e faz a gente ver que a vida tem sentido?? Não, hoje eu sei que não conseguiria viver sem isso! Hoje eu sei como é me sentir plena e verdadeiramente feliz. Sei o que é transbordar de amor. Sei o que é a vida me provando o quão é ilimitado o amor de uma mãe.

Isso às vezes pode parecer assustador. Você, que, até alguns meses atrás, antes de se tornar mãe, achava que já conhecia o amor na plenitute. Afinal, já amava escandalosamente os seus pais, a sua família, o seu marido... Aí vem os filhos e o que parecia impossível acontece: amar ainda mais! Ilimitadamente. Profundamente. E se ver refletida neste amor. Afinal os seus filhos são um pouco de você também. Você se reconhece neles. E essa identificação aumenta ainda mais a intimidade e o amor. É assustador? Sim, é... Tira os nossos pés do chão, tira o nosso ar apenas ao vê-los dormindo. Eles não precisam fazer nada. É amor incondicional. Assusta, sim, mas, ao mesmo tempo, nos dá uma força sem igual. Viramos gigantes. Somos capazes de tudo. Absolutamente tudo. Viramos instinto. Amor. Emoção. Adquirimos noção de tempo e espaço numa esfera extra sensorial. Superamos nossos limites. Nos tornamos MÃE. Isso é mais maravilhoso que qualquer promoção, cargo de chefia, viagem internacional... É a vida fazendo sentido!

Sim, ser mãe é algo divino. E, só com esse dom divino, que somos capazes de nos multiplicar para, além de mãe, sermos bonitas, bem informadas, boas profissionais, donas de casa, esposas amorosas, amigas... Não é fácil. Mas somos mulheres. Somos mães. E podemos tudo.



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