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13 de out. de 2014

8 dicas para estimular seu filho a escrever


Para qualquer lugar que se olhe é possível perceber: vivemos em um mundo letrado. Nomes de lojas, indicações no trânsito, anúncios, destinos de ônibus, embalagens de produtos, na caixa do brinquedo, no videogame, as letras estão por toda a parte, dentro e fora de casa. E por isso, o contato das crianças com a escrita acontece muito antes de isso ser trabalhado formalmente na escola.

São os pais, portanto, os primeiros a terem a oportunidade de apresentar esse maravilhoso universo a seus filhos e ajudar a tornar a escrita, mais do que algo prático, em um prazer. Não se trata, no entanto, de assumir a missão de ensinar o filho a escrever. Apenas criar (e manter) uma boa base para o trabalho que a escola fará depois.

"Tão importante quanto um ambiente que seja favorável e estimule a curiosidade é o respeito ao ritmo da criança. Não é saudável a ansiedade em ver o filho escrevendo precocemente, pois isso gera uma pressão que poderá levar a um desinteresse mais para frente", comenta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Mesmo após o período de alfabetização, há muito o que fazer em casa. "É preciso trazer a escrita para a rotina e envolver a criança em situações nas quais ela é utilizada", defende Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

As duas especialistas apresentam dicas de como despertar e ajudar seu filho a manter o gosto pela escrita.
Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Repensar a própria relação com a escrita
Para que o estímulo seja efetivo ele deve vir de alguém que tenha real envolvimento com a escrita. "É preciso deixar de encarar a escrita como um bicho-papão, enfrentar seus próprios medos e limites. Caso contrário é como alguém que não gosta de brócolis querer convencer o filho de que brócolis é gostoso", afirma Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília). "Quem tem dificuldades ou receios pode aproveitar o momento para vencê-los junto com a criança e criar novos hábitos relacionados ao ato de escrever"

2. Saber que tudo começa com a leitura
Quem lê bastante escreve bem. Seguir as recomendações de como incentivar o gosto pela leitura é também estimular a escrita.

3. Criar um ambiente no qual regras são seguidas
Para escrever é necessário seguir regras. "Não posso escolher qualquer letra para escrever a palavra ‘casa’. É preciso seguir a convenção estabelecida e isso é mais facilmente compreendido por quem está acostumado com regras", diz Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O ideal, então, é envolver a criança na dinâmica familiar, indicando que ela, assim com os demais membros da família, possui deveres. "Para os pequenos pode ser algo simples como colocar o travesseiro no armário. O importante é que haja algo e isso vá se ampliando conforme as condições de cada faixa etária", explica.

4. Usar a escrita rotineiramente

Manter papel e lápis ao alcance de todos da casa e não perder a oportunidade de usá-los nunca. "Chegou tarde em casa e o filho já estava dormindo? Deixe um bilhete dizendo que você passou no quarto dele para dar um beijo de boa noite", exemplifica Silmara Carina Munhoz, doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

Outro bom momento é a hora de fazer a lista de compras do supermercado, que pode ser escrita de forma conjunta, até mesmo pelos menorzinhos (que podem "anotar" desenhando ou rabiscando que é preciso comprar sua bolacha favorita).

5. Promover jogos e atividades com escrita
Sua filha é fã de um ator ou grupo musical? Que tal, juntas, procurar fotos e informações e escrever um perfil dele? O menino torce para um time de futebol? Chame-o para fazer como você um cartaz do time, com as principais conquistas e jogadores famosos. Ou seja, a sugestão é aproveitar os assuntos de interesse para produções escritas.

"Mas é importante que isso não se torne uma obrigação. E é para ser feito a quatro ou mais mãos, de forma prazerosa. Não pode ser uma tarefa que a mãe passa para o filho fazer sozinho e que irá cobrar depois", ressalta Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

6. Valorizar a produção
"As primeiras tentativas da criança serão rabiscos. Ela fará um garrancho e irá dizer que desenhou a mãe, o pai, a avó. É preciso reconhecer este grande passo que é entender que um símbolo pode representar algo e não desestimular dizendo que aquilo não é o desenho de uma pessoa", diz Silmara Carina Munhoz,

Isso vale para todos os momentos da escrita. Receber um bilhete e logo apontar que há erros como a falta de uma letra em uma palavra ou que, por exemplo, "casa" não é escrito com "z", só irá reduzir a espontaneidade da criança.

Ao contrário, é preciso adotar pequenos gestos, como guardar um desenho ou um bilhete da criança, ou acompanhar o que o filho escreve em blogs ou nas redes sociais e interessar-me pela poesia que ele criou. "Isto mostra que você valoriza esta forma de comunicação", comenta a doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB.

É importante também que os pais também produzam e compartilhem suas criações.

7. Preocupar-se com a caligrafia na medida certa
Não é preciso exigir do seu filho excessos de capricho na letra. O importante é que seja possível entender o que ele quis escrever. Caso a letra prejudique o entendimento, vale chamar a atenção. "Um modo bastante prático é deixar um bilhete com um assunto de interesse de seu filho com trechos impossíveis de ler por causa da letra. Ele perceberá como isso atrapalha a comunicação", sugere Sonia Maria Sellin Bordin, fonoaudióloga doutorada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Uma saída pode ser os famosos cadernos de caligrafia. Mas o ideal é debater o assunto com o professor para buscar a melhor solução.

8. Não abandonar o processo
O envolvimento da família com a escrita não pode ser encerrado só porque já se percebe que a criança ou o jovem já tem total autonomia no escrever. Os bons hábitos e atividades devem ser mantidos e ainda ampliados, tornando-se algo natural na rotina.

"É um erro comum. Pais deixam de ler histórias assim que seus filhos aprendem a ler, privando a criança daquele momento que ela tanto gostava, o que só desestimula", comenta doutora em psicologia e professora da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília).

Via Educar para Crescer









29 de ago. de 2014

Os pilares da boa educação

"Educar não é fácil, mas algumas atitudes ajudam a construir uma relação de respeito e confiança. Especialistas dão dicas para uma boa educação".
(Carolina Tarrío)



Sou fã do trabalho do Educar para Crescer e eles publicaram os "pilares da educação", cujo o conteúdo me agradou bastante. Educar é a coisa mais exigente das nossas vidas, pois orientar e formar um ser humano requer muita paciência e dedicação. Ser mãe e pai nos tempos atuais requer muita tranquilidade, AMOR e jogo de cintura para os desafios que surgem. 



Abaixo, os pilares apresentados pelo site Educar para Crescer:

AFETO
"A educação precisa estar baseada em um relacionamento. Dificilmente uma criança vai respeitar ou aceitar limites e regras de quem nada tem a ver com ela", diz Magdalena Ramos. Ou seja, para que exista respeito, para que haja obediência, é preciso construir, antes de tudo, um vínculo, uma base de carinho e cuidado. E, nesse sentido, pais e mães precisam estar preparados para a dedicação e o trabalho que educar uma criança exige. "A função materna é imprescindível para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, principalmente nos dois primeiros anos de vida. E essa função não pode ser terceirizada, delegada a motoristas, babás, enfermeiros...", diz Lais Fontenelle. "Para exercê-la, a mulher tem de saber que vai abrir mão de certas coisas, como sono ou horas de trabalho, e precisa estar disposta a isso."

EXEMPLO
As crianças, infelizmente, não aprendem o que a gente diz que deveriam. Elas aprendem por observação, por experimentação, vão testando diferentes situações e reagindo aos climas e ambientes à sua volta. Portanto, se você pretende ensinar algo, exerça-o primeiro. "Vejo sempre crianças no parquinho que acabaram de ganhar um brinquedo novo, entusiasmadíssimas. Aí, quando outro menino quer brincar, a mãe exige que seu filho o empreste. Será que esse é justamente o momento de ensinar a criança a ser generosa? De passar esse valor? A mãe, por acaso, empresta seu smartfone novinho, no qual vive grudada, para qualquer um? É preciso tomar cuidado para não cair num discurso vazio", diz Lais Fontenelle. Tente prestar atenção ao momento da criança e, principalmente, não faça o que você não quer que ela repita!

LIMITES
"Crianças precisam ouvir ‘não’. Aprender a conviver é entender que existem limites. Dar esses limites a uma criança é fazer um bem a ela", diz Lais. Você já entendeu que sua liberdade termina quando começa a do outro, não é? Pois o seu filho ainda precisa aprender. "Muitas vezes, os pais passam pouco tempo com os filhos e não querem gastar esses momentos repreendendo-os ou dizendo não", conta Magdalena Ramos. Mas, para o próprio bem das crianças, elas precisam saber que certos pontos não são negociáveis. E que esses limites existem para protege-las. Não é preciso brigar por tudo, ser inflexível, mas há questões essenciais, como ter um bom sono, manter uma boa alimentação, seguir uma rotina, principalmente nos primeiros anos. Também não se pode negociar com os valores que são caros à família. Nesses casos, a saída é manter-se firme. E se a birra vier, paciência, aguente o tranco. "Principalmente quando se trata de crianças menores, a correção, a bronca ou o castigo tem de ser aplicados quando o fato aconteceu. Uma criança de 2, 3 anos não entende um castigo que só vai ser aplicado no dia seguinte nem conecta o que fez a ameaças do tipo ‘você vai ver quando seu pai chegar’", diz Magdalena. Tente agir logo que o problema acontece.

RESPEITO
As crianças costumam perceber muito bem os estados de ânimo de pai e mãe e os climas da família. Elas podem não possuir um repertório muito grande para se comunicar ainda, mas de bobas, não têm nada. Por isso, se algo está acontecendo, é melhor jogar limpo. "Se houver algum assunto que ela não pode saber, diga simplesmente que você está chateada ou nervosa por algo que é de adultos, que nada tem a ver com ela, mas não invente mentiras", aconselha Magdalena. E, quando eles perguntarem sobre algo cabeludo, tente responder levando em conta a idade da criança, sem precisar fazer um enorme discurso, dando mais informação da que foi solicitada, nem podando a curiosidade ou repelindo a pergunta. "Dar a uma criança uma explicação enorme, que ela não pode assimilar ou entender, gera ansiedade, angústia. E, ao contrário, impedi-la de saber ou de realizar coisas que ela já é capaz, também a tolhe, a desanima. É preciso acompanhar o crescimento dos filhos, respeitar suas diferentes fases e ir dosando nossas respostas e permissões."

ESTÍMULO
É importante valorizar os esforços da criança, ajuda-la a reconhecer seus pontos fortes, a melhorar. Seja nos estudos ou no comportamento, suas conquistas merecem ser valorizadas. "Não se trata de elogiar qualquer coisa que a criança faça, porque aí o discurso fica vazio. Mas se ela foi tenaz, se ela se aplicou, se houve um esforço, é importante reconhecê-lo, celebrá-lo", diz Magdalena Ramos. Muitas vezes, os pais falam com os filhos em um tom ríspido, desvalorizando suas opiniões. "Se a criança disse algo inadequado, tente entender de onde isso surgiu, escute seu raciocínio e explique o que for necessário, mas não a desqualifique. É sendo ouvida e guiada que ela vai construindo sua auto-confiança e sua argumentação."

ACEITAÇÃO
Você passa 9 meses (ou mais!) imaginando como será seu filho e, muitas vezes, aquele cenário que foi sonhado, projetado, não se realiza. Aliás, na maioria das vezes! Só que não adianta querer moldar um filho ao nosso desejo. Podemos ajudá-los, incentivá-los, educá-los, mas eles têm seus talentos, sua personalidade, seu jeito de ser. "É preciso reconhecer e valorizar os talentos de cada um, sem ficar comparando um filho com outro ou com outras crianças", diz Magdalena. Em algumas famílias, determinadas aptidões são extremamente valorizadas e aí, se o filho ‘falha’ ou não se interessa por esses mesmos temas, acaba não sendo aceito ou sentindo-se incapaz. "Seu filho pode não ser bom administrador mas ser ótimo fotógrafo ou cozinheiro. Pode não gostar tanto de esportes como o pai mas ter outros talentos, manuais, por exemplo. Não dá para eleger um filho (real ou imaginário) como modelo e desconsiderar os outros", alerta Magdalena.

Boas considerações e reflexões!! Mãos a OBRA DE EDUCAR!!!


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