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24 de mar. de 2015

Hora de Dormir




Como é a hora de dormir na sua casa?

A hora de colocar os pequenos para dormir, para alguns pais, é a pior luta do dia. Já fui um desses "lutadores", mas hoje considero um momento tranquilo e muito agradável. Minha filha, Vitória, tem cinco anos e, hoje, temos uma rotina muito saudável para dormir.

Alguém se identifica com essa situação? Pois bem, podemos transformar essa luta, em um oportunidade para experimentar um momento positivo com nossos pequenos. A hora de dormir pode e deve ser um momento de conexão entre pais e filhos, podemos tirar proveito dessa oportunidade.

Uma das coisas mais importantes que aprendi ao longo desses cinco anos de maternidade, chama-se: ROTINA! Além disso é essencial começar a desacelerá-los, pouco antes, de colocá-los na cama. Isso facilita muito!

Colocar minha filha para dormir é algo prazeroso e essencial para nossa relação. É o momento onde nos conectamos e falamos sobre o dia dela... além de finalizar com a leitura de um livro. Mas, que tal oportunizar pensamentos positivos e até mesmo alguns risos antes do sono chegar?

Vejam nossa listinha de perguntas e reflexões para HORA DE DORMIR:



Boa noite!!

15 de set. de 2014

Nú de Botas



O post de hoje nada mais é do que um convite. Um passaporte ao universo infantil. Mas não aquele conduzido por um adulto. O passeio é feito sob o ponto de vista de uma criança. Pois, vamos falar a verdade, não tem nada mais rico, mais interessante do que o universo infantil, né mesmo?

Hoje, no auge da nossa vivência adulta, pouco conseguimos lembrar, com detalhes, o mundo de sentimentos que vivemos quando éramos crianças. São sensações, emoções, questionamentos... Descobrir que a vida não é tão óbvia quanto parece (ou, aos olhos infantis, deveria ser) é um misto de frustração e fascinação.

Em "Nú, de botas", Antonio Prata volta a ser criança para contar, numa narrativa cheia de bom humor, algumas maravilhosas passagens da sua infância, nos fazendo relembrar, em cada linha deliciosamente bem escrita, memórias, sentimentos e sensações da nossa própria infância.

No formato de pequenas crônicas, o livro nos diverte, nos emociona e nos convida a revivermos o passado. Os textos são organizados de forma a gerar uma lineraridade, ao mesmo tempo que possuem certa independência entre si. São impagáveis estórias, começando por Gênesis, onde Antonio narra o princípio da sua percepção de mundo, mostrando pra nós (ou nos fazendo lembrar) como o mundo funciona nessa fase; passando pelo esconderijo secreto (afinal, quem nunca teve um cantinho secreto, onde pensava estar completamente invisível e inume à qualquer intempérie da vida?); o medo do vexame público de fazer cocô nas calças; a recompensa inigualável do sorriso arrebatador da nossa mãe; as primeiras traquinagens e o medo de ser descoberto; a disputa pelos brinquedos e instantânea ascensão social promovida por ele ; a missão estressante de acompanhar os adultos em eventos chatos; o fascínio por usar botas (considerando esse o único utensílio de super-herói que você pode usar com qualquer roupa, sem parecer estar fantasiado); a recusa em usar cuecas; o processo de alfabetização (na hilariante passagem 'Cá, cé, cí, có, çú'); a descoberta que cada casa se comporta diferente ('tenho pena dos outros, hereges, vivendo de modo errado'); as diferenças entre o certo e o errado quando se era criança naquela época (década de 80); o primeiro namoro, que era iniciado com um bilhetinho de múltipla escolha no qual era possível optar por ( ) sim, ( ) não, ( ) talvez. Quem nunca? Rsrs… Destacando-se a passagem Blowing in the wind, mas aí só lendo para crer! Rsrs

Nem de longe o livro tem a pretensão de educar pais, mas de tão envolvente que é, nos comove e produz o benéfico efeito colateral da cumplicidade infantil.

"Nú, de botas", certamente, já está na lista dos melhores livros de 2014. Pena que dura apenas uma bela tarde de prazer.

Esse é daqueles livros que faz você querer agradecer pessoalmente o autor pelos ótimos momentos compartilhados. Obrigada, Antonio.









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